Em 2006, meados do primeiro governo petista, Thomas Skidmore, especialista em questões brasileiras, um "brasilianista", definiu Lula como um louco, comparando-o a outros dois loucos, Collor e Jânio. Cometeu uma injustiça o Skidmore, pois, embora os três sejam loucos, Lula foi além, amplificou a loucura e, no seu contexto, inseriu o saque à Nação. Naquela época estávamos apenas começando a identificação do MENSALÃO, depois vieram outros "ÃOS", sempre mais escandalosos e com maior impacto na sociedade brasileira, levando à normose que vivemos hoje. Mas, enfim, vale a pena ler a opinião de Thomas Skidmore, publicado na revista Amanhã, de Porto Alegre, em 2006, sobre aquele que hoje denominamos OGRO.
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"THOMAS SKIDMORE : LULA SÓ SE COMPARA A COLLOR E JÂNIO !
Entrevista a Marcos Graciani em AMANHÃ ! 20 de maio de 2006. Duas respostas de
Skidmore:
1. Eu acho que na comparação com os outros presidentes, Lula é uma tragédia. Ele
deixou a impressão de que a corrupção penetra em todas as instâncias do governo.
Simplesmente abalou a legitimidade do Planalto perante o público. É uma pena. Lula
começou com muitas idéias boas e com muito apoio popular. Mas sua base de governo
acabou buscando o caminho errado para comandar a selva do Congresso: a propina.
Talvez ele ache que isso tenha sido feito por todos os presidentes, e é bem possível
que esteja certo. O problema é que coisas como o "mensalão" vieram à tona na gestão
dele, e não nas anteriores.
2. Não vejo nenhuma comparação. Vargas, por exemplo, nunca perdeu o sentido de seu
trabalho. Pelo contrário, estava sempre no controle. Juscelino Kubitschek também
foi um político de muita desenvoltura, apesar dos pesares. Podemos é comparar Lula
com Collor, pelo menos no que diz respeito à loucura. Collor era um louco. No
governo, viveu uma fantasia, perdeu o controle e também tentou negar a realidade.
Outro louco foi o Jânio Quadros. Ao longo da gestão, ele perdeu o senso de direção.
Nem mesmo um psiquiatra seria capaz de explicar os acontecimentos que marcaram o
fim do governo Jânio e o esfacelamento de sua capacidade de liderança. No caso do
Lula, portanto, eu prefiriria compará-lo a Collor e Jânio Quadros. O resto não tem
comparação."



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