sábado, 7 de setembro de 2019

VIVA O ASSALTO À NAÇÃO!

Tu, aí, praticante da esquerda radical, ambliópico da visão humana, fanático do messianismo lullopetista, vê com cuidado a informação abaixo. Deixa de praticar a IGNORÂNCIA como orientação da tua vida e, definitivamente, compreende como as coisas aconteciam no nosso País. O roubo, em todas as suas formas e em todos os seus momentos, sempre procurava enriquecer a quadrilha, alguns dirigentes e, enfaticamente, o líder principal, LULLA, felizmente enjaulado. Quanto ao resto dos cidadãos brasileiros, ora!, eles que se danem. Agora, pontualmente, esse escândalo do ICMBio mostra como estávamos vulneráveis. Não nos iludamos, pois devem existir outras "caixas-pretas" que o tempo permitirá abri-las. Por enquanto, "Lulla está preso, babaca", conforme disse o orate e também fanático da seita, "filósofo" Ciro Gomes.


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Governo identifica gasto de R$ 39 mi com gasolina e manutenção de veículos inutilizados do ICMBio
Dos quase 2 mil carros, 40% estão inoperantes ou subutilizados; destes, 377 não funcionam
André Borges e Carlos Bandeira, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo,de 06/09/2019
O Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, mantém em seus galpões uma frota de 377 carros inutilizados que, mesmo assim, continuam a registrar gastos com combustível e manutenção. A estimativa é de uma despesa anual de R$ 39 milhões com os veículos sucateados.
A reportagem esteve em um dos maiores galpões, localizado às margens do Rio Amazonas, em Santarém, no Pará. Lá, encontrou carros e caminhonetes empoeirados, em que mal é possível enxergar os adesivos do ICMBio nas portas.

ICMBio mantém em seus galpões frota de carros inutilizados
ICMBio mantém em seus galpões frota de carros inutilizados Foto: Carlos Bandeira/Estadão
O gasto com a frota sucateada foi identificado por uma auditoria interna realizada no ICMBio. O Estado teve acesso ao trabalho que está em andamento e que foi encomendado pelo Ministério do Meio Ambiente.
Os dados apontam que, hoje, o ICMBio tem mais carros do que servidores públicos. São 1.538 funcionários em seu quadro em todo o País, enquanto a frota total cadastrada é de 1.986 veículos. Parte desse patrimônio é de caminhonetes, usadas para o trabalho de campo de fiscais do órgão. Muitos veículos estão abandonados há anos.
Dos quase 2 mil veículos, 40% - o equivalente a 800 carros - estão inoperantes ou subutilizados. Destes, 377 não funcionam. Ainda assim, seus registros apontam cobranças regulares de consumo de combustível e de manutenção, conforme a auditoria.
Cada carro do ICMBio possui um “cartão-combustível” e um “cartão-manutenção” associados ao veículo. As investigações dão conta de que esses cartões não foram anulados e continuam a gerar custos para o órgão. A suspeita de integrantes do ministério é de que essa utilização possa estar associada a um suposto desvio de recursos.
O ICMBio não comenta o assunto. O Estado apurou que o Ministério do Meio Ambiente enviou as constatações para a controladoria do órgão ambiental, que tem a missão de fiscalizar 334 unidades de conservação federal do País.
Questionado sobre o assunto, o ministro Ricardo Salles confirmou as informações, mas disse que aguarda os desdobramentos da controladoria do órgão. O ICMBio, assim como o Ibama, teve parte de seus recursos contingenciados neste ano.
Já o orçamento para 2020 divulgado pelo governo para toda a pasta do Meio Ambiente é de R$ 561,6 milhões, queda de R$ 71,9 milhões (12%) em relação ao limite de gastos liberados para este ano, de R$ 633,5 milhões.
Conforme mostrou o Estado nesta quinta-feira, a pasta pretende cortar custos administrativos que envolvem desde os serviços de faxina em seus escritórios até o aluguel de prédios ocupados por servidores para se adequar ao orçamento enxuto.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

DEMOCRACIA, ESTADO DE DIREITO, REPÚBLICA ... ORA! ONDE E QUANDO?

Na trágica relação de "primeiras páginas", que o autor relaciona, faltou uma, resultante de estudo da FGV: "STF arquiva todos os processos de suspeição contra ministros". Aí, então, fiquei conjeturando sobre os fundamentos de Democracia e de República que norteiam minhas convicções. Senti-me um pascácio!
(Reproduzi o texto integralmente e, por isto, ele contém erros de grafia e de pontuação.)
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Fique rico com democracia (para O Estado de S. Paulo de 13/8/2019)
Nem mais nem menos corrupto que o resto. O brasileiro é só humanidade. O poder – que corrompe sempre e corrompe absolutamente quando é absoluto – é que é absoluto por aqui. Quanto a isso, aliás, seguimos evoluindo para tras. Tratar o problema exclusivamente com polícia resultou em que o círculo se fechasse ainda mais. De 513 mais estaduais e municipais que nós elegemos pusemo-nos nas mãos de 11 nomeados dos quais, para nos arancar a pele, bastam seis. Isso se ninguém recorrer à “monocracia”!
Em um único dia de primeiras páginas foi possível colecionar o seguinte. “Gasto com funcionalismo sobe na crise e bate recorde”. “Condenados do mensalão não pagam (nem) multas”. “Verba pública para partidos cresceu 2400% em 24 anos”. “Mortandade de industrias chega a 2300 de janeiro a maio”. “Com 42 ações com base em dados do COAF Toffoili só reagiu à de Flavio Bolsonaro”. “STF impede que Lula seja transferido para cela comum”. “STF impede investigação de Glen Greenwald”. “STF barra investigações contra o crime organizado”. “STF afasta fiscais e pára investigação de ministros e parentes”. “STF quer censura para quem falar mal do STF”…
Acreditar que trocando poderes desse calibre de dono vamos acabar com essa corrupção é acreditar que é possível fazer a humanidade deixar de ser a humanidade. O caso não é de polícia, é de política. De instituições políticas, melhor dizendo. Político, aqui, tem existência própria, independente do povo. Mas eles não foram feitos para “ser”, foram feitos para “representar”. Para ser comandados, não para comandar.
Na democracia, o sistema que o Brasil copiou antes de saber do que se tratava, o povo tem os poderes todos, maiores até que os dos reis, e os seus representantes individualmente nenhuns. Tudo em Pindorama sai pelo avesso porque mesmo com a Republica o poder, agora aumentado, continuou nas mãos dos poucos, não passou para as dos muitos. É ilusão de noiva esperar que funcione sem o comando do povo uma máquina de governar que foi desenhada para funcionar estritamente sob a batuta dele. O povo, só o povo e ninguém mais que o povo pode ter poderes absolutos. Só dividido pela totalidade da população esse excesso de poder converte-se de vício em virtude. E como o povo mora é na cidade, no bairro, a hierarquia, na democracia, exerce-se da periferia, que é a realidade, sobre o centro que é a ficção política.
Não no Brasil. Aqui a ficção é que manda na realidade. O pouco de federalismo que houve, lá nos primeiros dias da Republica, Getulio Vargas matou e nunca mais reviveu. Mas o que vai por escrito é que democracia seguimos sendo e as instituições (não importa quais) “estão funcionando”. E como “todo poder emana do povo e em seu nome será exercido” temos, sim, leis e dinheiros “contingenciáveis” empurradas pela periferia que vão todas na direção de garantir educação, saude e segurança. Só que têm precedência sobre elas as leis e os dinheiros “incontingenciaveis” que regem a vida do centro – a própria constituição que a isto está reduzida – e desviam tudo que o outro lado tenta fazer da função para o funcionário, assinando embaixo: “Povo”. Passa então a ser “o brasileiro” – assim difuso – que paga mal o professor, não cuida da saude, é violento e irresponsavel de um tanto que só não anda matando pelas ruas quem não tem uma arma pra chamar de sua. Liberdade condicional. Vão por aí abaixo as “verdades estabelecidas” que a mídia traga e, sem nenhum filtro, traduz…
E no entanto é tão simples. 99% da literatura política do mundo é ininteligível porque não passa de tapeação. Não existe isso de “entender de política”. Meu pai sempre dizia que quando você lê alguma coisa e não entende o burro (ou o sacana) é “o outro”. Democracia é coisa de somenos. Como todo bom remédio, exigiu muy especial ilustração para inventar mas não requer nenhuma para usar. Até o morador de rua analfabeto, lá na cidadezinha dele, sabe se o prefeito asfaltou aquela via publica porque é o que a cidade estava precisando ou porque tinha comprado os terrenos todos. Se o vereador fez aquela lei pra fazer a vida de todo mundo mais fácil ou pra vender a isencão a ela. Se o preço de uma obra está justo ou obeso de roubalheira. Se a dosagem de repressão prescrita é ou não é suficiente para desincentivar o crime. Se o que é exigido do funcionário público deve ou não ser o mesmo que é exigido de todo mundo. Se o salário do político está obsceno de pouco ou de demasia. Se é ou não razoavel ele pagar suando o dobro pelo “direito adquirido” a pagar metade dado por um político ao seu vizinho. Se as leis devem ou não ser mudadas assim que se provarem superadas. Quais normas, para além da regra do jogo feita para impedir trapaça na mudança, devem ou não ser “petrificadas” por um complicador adicional de alteração.
Democracia, onde tudo isso se vota, não é mais que isso. E, como quem manda é quem demite, para tê-la tudo que é preciso é inverter a relação hierárquica entre o País Real e o País Oficial. A ligação entre representantes e representados tem de ser concreta para que a marcação possa se dar homem a homem. Só o voto distrital puro com retomada de mandato (recall) permite isso. Qualquer outro entrega o ouro aos bandidos. As regras do jogo têm de ser consensuadas e não impostas, o que só os direitos de iniciativa e referendo legislativos proporcionam. A justiça tem de ser tão isenta quanto pode ser a humana, o que requer liberdade absoluta do juiz “enquanto se comportar bem”, critério cuja aferição eleições periódicas de reconfirmação dos seus poderes pelo voto direto do povo tira do céu e traz de volta à Terra. Os poderes do eleitor têm de ser tanto mais absolutos quanto mais próximo se estiver do bairro, a periferia do sistema, e mais contrabalançados na medida em que se aproximarem do centro que muda de lugar com 50% + 1.
A natureza humana não se altera sob a democracia. Mas nela você só paga pelos erros em que insistir em perseverar. Dá pra ficar rico!

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

STF SERVIÇAL DE LULLA

Como sabemos, o STF tem estado a serviço do lullopetismo e neste, como serviçais de Lulla. Por esta razão, é muito bom mostrar o contraste criminoso da imagem abaixo, quanto à ação expedita em favor do crime e contra a vida. Espero que a nacionalidade brasileira se mobilize, comece a identificar casos semelhantes a este relatado e que eles sejam expostos. É a forma legal e humana de mostrar a desumanidade, a inapetência ao trabalho e a falta de empatia do Supremo Tribunal Federal que, de supremo, só tem a última instância da Justiça, mas que de Qualidade e de Humanidade nada sabe, nada tem e nada quer.



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O BRASIL DO "TUDO PODE"

A "comprovação" do Comprova segue a linha dos defensores lullopetistas, das teses de que a pedofilia não é crime, pois é apenas um transtorno. Ou, ainda, de que o roubo e o assalto também não são atos criminosos, pois são praticados por necessidade. Pior ainda, é a tese de que Lulla não é criminoso, pois é um preso político. Neste mesmo tom de absurdo, conversas do sistema legal, obtidas e expostas ilegalmente contra procedimentos fundamentados na Lei, pode! Porém, conversas obtidas de forma LEGAL, como a dos criminosos do PCC, enlevando a interlocução com o PT, não pode. Enfim, agora criaram a tese de que contratar sem licitação é ato correto. QUO VADIS, BRASIL?

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quarta-feira, 31 de julho de 2019

O PROCESSO IRREVERSÍVEL DA VIDA

Vale a pena ler sobre o pensamento de Harari, nesta rápida entrevista. Rápida, porquê concisa, pois a explanação meticulosa está nos seus livros.


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Não somos mais Homo Sapiens.
A entrevista com Yuval Noah Harari é de Roberto Saviano, jornalista e escritor italiano, publicado por Repubblica, 28-07-2019.

Parte inferior do formulário
DNA modificado no laboratório, homens cyborg e desejos monitorados por máquinas. Este é o nosso futuro de acordo com o historiador e ensaísta israelense Yuval Noah Harari.
Olhem para o ser humano. Olhem para os dedos dos pés, esses pequenos dedos frágeis, nada a ver com as garras de um puma; esse corpo sem pelos, tão diferente da pelagem de um urso; esse peito que, por mais inchado que seja, nada é comparado aos peitorais reforçados de um gorila; o olho míope que fica cego à primeira penumbra, incapaz de ver à noite como uma coruja; essas frágeis escápulas humanas que nada têm a ver com as magníficas asas de um falcão peregrino. Basta olhar para nós para entender o quão pouco seja dotado esse horrível ser humano que não é capaz de voar, mal consegue escalar e nada pior do que o último dos peixinhos dourados. E o olfato? Percebemos os cheiros a poucos metros de nós, enquanto um cachorro consegue senti-los a dois campos de futebol de distância.
Mesmo assim, essa criatura chamada Sapiens conseguiu se impor a todos os outros. A história da humanidade é realmente a épica história do fraco que triunfa sobre o forte? É uma pergunta que ninguém melhor do que Yuval Noah Harari, historiador israelense que com seus livros literalmente reescreveu a jornada humana na Terra, pode responder. "O poder dos homens não é determinado pelo indivíduo, mas por uma coletividade, pois os seres humanos sozinhos são criaturas fracas. Um homem não é apenas mais fraco que um mamute ou um elefante, mas também que chimpanzés ou lobos. Nós humanos, conseguimos dominar o mundo porque cooperamos melhor do que qualquer outro animal do planeta".
Eis o segredo do sucesso do homem: sua capacidade de criar comunidade. Sua inteligência, ou seja, a capacidade de ligar o múltiplo em torno dele, levou o Sapiens a ser um animal capaz de construir civilizações. A imaginação e a criatividade são os pilares da construção de seu domínio, mas o traço distintivo desta raça é um: a capacidade de exterminar seus rivais. A evolução do ser humano não é uma história pacífica. Vocês se lembram daquela imagem nos livros escolares em que, em uma linha do tempo de milhões de anos, víamos os vários hominídeos se erguerem do macaco para o Homo sapiens? Tudo falso. Como Harari descreve no primeiro livro da trilogia sobre a macro história humana, SapiensUma breve história da humanidade, o Homo sapiens coexistiu com outros hominídeos e conseguiu emergir através do massacre de todos.
Eis a entrevista.
Yuval Noah Harari – Cinquenta mil anos atrás, a Terra não era povoada por uma única espécie humana, mas pelo menos por seis diferentes espécies de hominídeos, entre os quais nossos ancestrais Homo sapiens na África. A Itália era povoada pelos Neandertais e no Extremo Oriente havia o Homo erectus e assim por diante. Quando o Homo sapiens se espalhou pelo planeta, as outras espécies de hominídeos desapareceram. E muitos outros animais também desapareceram. De fato, parece que o Homo sapiens é uma espécie de assassino ecológico que sistematicamente aniquilou outros animais, especialmente aqueles que se parecem mais conosco. Quanto mais um animal se parece conosco, mais nós constituímos um perigo para tal espécie.
É quase engraçado pensar que muitos ficarão incomodados com a ideia de que todos os italianos descendem dos africanos. Mas os Neandertais só foram exterminados ou também foram assimilados?
Há evidências mostrando que, em alguns casos, o Homo sapiens teve relações sexuais com membros de outras espécies de hominídeos. Por exemplo, a maioria dos europeus contemporâneos e a maioria dos italianos têm alguns ancestrais Neandertais. 96-98 por cento do patrimônio genético pertence ao Homo sapiens, enquanto 2-3 por cento ao do Neandertal. Assim, cerca de quarenta mil anos atrás, os novos imigrantes da ÁfricaHomo sapiens, tiveram alguma relação romântica ou sexual com os Neandertais de onde descendeu uma prole fértil.
O homem, portanto, avançou "na marra" da história, acumulando massacres sobre massacres para chegar aonde chegou. Eu me pergunto se é parte do pacto para dominar este planeta a ferocidade desse homem...
Não tenho certeza que seja necessário. Acredito que os seres humanos sempre têm a possibilidade de escolher. Na história, os humanos optaram por eliminar determinados grupos étnicos ou religiosos. Mas não era necessário, não era inevitável. Sabe-se que no século passado os nazistas achavam que, para criar um mundo melhor, era necessário exterminar o que eles afirmavam serem raças humanas inferiores.
Na realidade, portanto, o que conta na evolução é como matar, como controlar o outro. O Sapiens não podia tolerar que os primos existissem. Somos a raça fruto do grande massacre de nossos semelhantes. Vence quem mata mais?
Não é bem assim. Os homens criaram um mundo melhor ao longo das últimas décadas graças à cooperação, não graças à guerra, à violência e ao extermínio.
Cooperação como resultado da evolução, da maior inteligência, assim eu acreditava. Pelos seus livros, em vez disso, é claro que pensar que nosso ancestral pré-histórico fosse menos inteligente é um erro absoluto. O progresso acabou por nos tornar mais burros?
Em nível individual, é assim. Provavelmente somos menos inteligentes e menos capazes que nossos ancestrais da Idade da Pedra: não saberíamos como sobreviver naquelas condições. Era necessário conhecer muitas coisas e ser dotado de capacidades intelectuais e físicas excepcionais. Capacidades das quais a maioria de nós é hoje desprovida. Por exemplo, se alguém me pegasse e me jogasse na savana africana e eu tivesse que sobreviver confiando apenas em minha força, eu morreria em poucos dias. Não sei como conseguir comida, não sei costurar as roupas que uso. Não sei como construir qualquer ferramenta. Eu sou um historiador e sei escrever livros. Eles me pagam para escrever livros e apresentar palestras sobre a história. Dessas atividades, recebo o dinheiro com o qual vou ao supermercado e para qualquer coisa de que eu precise, dependo dos outros. A maioria de nós só sabe fazer algumas coisas. Portanto, como indivíduos, somos menos capazes que nossos ancestrais. Mas como coletividade de indivíduos, como sociedades humanas, somos mil vezes mais poderosos. O que realmente aprendemos a fazer é conseguir cooperar de forma eficaz, com modalidades cada vez mais sofisticadas, em larga escala.
Observar o pensamento estratégico dos Sapiens, que lhes permitiu construir a melhor lança, racionar em como subjugar os outros animais, pode nos levar a interpretar a capacidade de domínio humano como baseado apenas na qualidade lógica. Você, por outro lado, consegue demonstrar que a especificidade humana é outra.
O fato realmente surpreendente é a maneira como cooperamos: a cooperação que nos distingue dos outros animais é baseada em nossa capacidade de criar histórias inventadas. Se olharmos para qualquer exemplo de cooperação humana no curso da história, vemos que ela não é necessariamente fundada na verdade, mas sim na capacidade de persuadir um número significativo de pessoas sobre a mesma história inventada, fruto de nossa imaginação.
É a imaginação, portanto, o que torna o Sapiens diferente de qualquer outra espécie animal com a qual compartilha esta Terra. A capacidade de fabricar mitos que permitem a construção de identidades e traçam uma direção comum é determinante na evolução biológica. Acreditamos nos mitos não porque são verdadeiros, mas são verdadeiros porque os narramos. Mas foi a capacidade de narração que tornou a Europa central na história da humanidade?
Existem todos os tipos de teorias, mas nenhuma é realmente convincente. Não parece haver nenhuma razão geográfica ou biológica europeia. Se tivesse sido algo profundamente enraizado na biologia dos europeus, como se explica o fato de que, antes dos séculos XIV e XV, nenhum grande desenvolvimento tenha ocorrido na Alemanha, na França ou na Espanha e que inclusive hoje estamos testemunhando uma redução da influência da Europa?
Por que entre todos os continentes foi justamente a Europa que marcou o sinal de uma superioridade militar e tecnológica? No fundo havia também outros impérios - chinês, mongol, indiano, inca ... - que não eram menos ricos e vastos que os europeus, mas o colonialismo é uma invenção europeia ...
Na verdade essa ideia do colonialismo e do imperialismo não é apenas europeia, a encontramos em quase todas as culturas humanas. É verdade que, na era moderna, a Europa tornou-se o mais importante centro de desenvolvimentos tecnológicos e científicos e também aumentou seu poderio militar e seu domínio político. É um fenômeno novo. A Europa nunca havia desempenhado um papel tão fundamental na história. É o suficiente voltar a antes do século XIV ou XV. Mas então duas revoluções acontecem: aquela científica e aquela capitalista e ambas levam à revolução industrial que dá à Europa o poder de conquistar e dominar o mundo inteiro. Nós não dispomos de uma boa teoria que explique por que a centelha dessas revoluções se acendeu na Europa.
E agora, como está a centralidade europeia?
Europa não será a potência dominante do próximo século. A era da dominação europeia foi bastante curta na história humana. Durou apenas três ou quatro séculos em comparação com os muitos milênios da história que já se passaram. Os polos mais influentes hoje são os Estados Unidos e a Ásia Oriental. No entanto, mesmo os Estados Unidos são o resultado ou o fruto do imperialismo europeu e até a atual Ásia orientalpode ser considerada uma derivação europeia. As instituições dessas áreas são em grande parte o resultado das ideias e das instituições europeias. Basta pensar na ciência, nos sistemas financeiros e nos sistemas políticos que hoje encontramos na ChinaCoreia e Japão.
O latim foi uma língua franca, a língua do Império; O francês foi a língua imposta por Bonaparte, a língua da diplomacia; a Espanha impôs castelhano no continente americano; o inglês depois foi imposto pelo comércio; o mandarim, a língua mais difundida no mundo, é falado por mais de 800 milhões de pessoas. Mas nenhuma delas, imposta pelo dinheiro ou pelo número de pessoas que a falam, alcançou uma verdadeira universalidade.
Hoje todos aqueles que vivem no planeta falam apenas uma língua: esta língua é a matemática. Se você mora na China, na Austrália ou no Brasil, não faz diferença: a língua que domina as instituições, a economia e a política é a matemática e é precisamente ela a linguagem cuja difusão o imperialismo europeu favoreceu em todo o globo.
Da linguagem universal da matemática nasceu a revolução dos algoritmos, talvez comparável à da identificação do primeiro trigo domesticado, que permitiu ao homem, de simples caçador e coletor, tornar-se agricultor. É do trigo domesticado que a sociedade se desenvolveu como a concebemos hoje.
Eu acredito que o que estamos testemunhando hoje provavelmente tem um impacto evolutivo ainda maior do que o da invenção da agricultura e da criação de gado, porque a atual revolução da inteligência artificial e da biotecnologia nos oferece a possibilidade de mudar a própria humanidade, e não apenas a nossa economia, o que comemos, a sociedade e a política. As revoluções anteriores, seja a revolução agrícola, a ascensão do Império Romano ou a difusão do cristianismo, mudaram as sociedades, mas não modificaram o corpo e a mente humanos. Mas agora esses novos conhecimentos possibilitarão pela primeira vez a transformação do corpo, do cérebro e da mente. Assim serão criadas novas formas de entidades com um número de características diferentes de nós maior do que o que nos diferencia de outros hominídeos ou dos chimpanzés.
Então uma superespécie está prestes a nascer? Somos os últimos exemplares de uma espécie destinada a ser superada? A velocidade da tecnologia tornou o Sapiens inadequado, muito limitado?
Até agora, todas as evoluções da vida foram baseadas em componentes orgânicos. Agora estamos prestes a projetar entidades que, pelo menos em parte, não o são. transformação do Sapiens será capaz de começar com pequenas mudanças, por exemplo, a modificação do nosso DNA através da engenharia genética. Além disso, a única diferença entre os Neandertais e nós consiste em um pequeno número de diferenças genéticas: os Neandertais foram capazes de produzir apenas facas de pedra, mas produzimos ônibus espaciais e bombas atômicas. Mas um evento ainda mais extremo pode ocorrer, quando a inteligência artificial entra em ação em combinação com a biotecnologia: criar cyborgs, entidades que misturam o orgânico com partes inorgânicas, ou seja, algo que nunca vimos antes no curso de quatro bilhões anos de vida na Terra. Até agora, todas as evoluções da vida foram baseadas em componentes orgânicos. Agora estamos prestes a projetar entidades que, pelo menos em parte, não o são.
Tivemos um vislumbre da mistura de corpo humano e robô na literatura de Isaac Asimov, Ursula Le Guin, Philip Dick e Aldous Huxley. Agora humano e tecnológico estão se fundindo, e isso está acontecendo em nosso presente.
A ideia geral do que significa ser um organismo vivo mudará quando dispormos da capacidade de conectar diretamente, por exemplo, os cérebros aos computadores.Esta é a mudança mais significativa na evolução da vida que já ocorreu. É uma mutação que a vasta maioria das pessoas não consegue perceber, não compreende a enormidade da revolução a que estamos vivendo. Se minha mão for separada do corpo e colocada em outra sala, ela não funcionará, mas isso não acontece com um cyborg. Um cyborg não precisa da coincidência espacial para funcionar, então é possível conectar o cérebro orgânico a um braço biônico. O braço não precisa necessariamente estar preso ao resto do corpo, pode estar na sala ao lado, na casa ao lado dele, mesmo na cidade mais próxima ou mesmo em outro país e, ainda assim, ele pode continuar a funcionar. Portanto, a ideia geral do que significa ser um organismo vivo mudará quando dispormos da capacidade de conectar diretamente, por exemplo, os cérebros aos computadores.
Apresentada dessa forma, a fusão de humano e tecnológico poderia parecer um suporte capaz de ajudar o homem a superar seus limites biológicos. No entanto, lendo seu Homo Deus, fica claro que já estamos presenciando uma inversão da relação entre humano e tecnológico: o suporte parece ter se tornado o orgânico e a dominar é cada vez mais o inorgânico, na forma de algoritmo ou de inteligência artificial. Quando usamos um smartphone, não somos apenas nós que o olhamos, mas é o smartphone que está nos olhando.
Hoje, as pessoas entram em contato umas com as outras através de seus smartphones, seus computadores e um número crescente de decisões sobre nossas vidas são tomadas por esses instrumentos. Mas em vinte ou trinta anos, a tecnologia contida em um smartphone será inserida diretamente em nossos cérebros por meio de eletrodos e sensores biométricos. Será capaz de monitorar o que está acontecendo dentro do corpo e do cérebro em todos os momentos. Poderá conhecer meus desejos, minhas sensações, meus sentimentos, inclusive com mais precisão do que eu mesmo os percebo, e essa tecnologia se encontrará cada vez mais em posição de tomar decisões por mim. Vamos pensar nas aplicações no campo da prevenção médica, nos negócios ou nas relações sentimentais. Podendo confiar no poder desses computadores e algoritmos, nos deixaremos guiar cada vez mais por eles, que assim se tornarão partes integrantes de nós mesmos.
É o totalitarismo das máquinas? A ditadura do algoritmo? As redes sociais e as empresas de computadores que têm nossos dados podem controlar todos os aspectos de nossas vidas? Agora já estamos cientes que somos guiados pelo algoritmo sempre que somos induzidos a comprar ou a ver o que o nosso computador nos sugere. Mas quando se pode falar de uma situação de regime?
As eleições democráticas não giram em torno da busca da verdade, mas sim dos desejos das pessoas. Os sintomas de uma situação perigosa são essencialmente de dois tipos. O primeiro é quando muito poder e informação estão concentrados nas mãos de cada vez menos pessoas, de uma minoria ou de uma única instituição. Se uma única instituição, seja ela um governo, uma empresa ou um grupo religioso, tem muito poder sobre a sociedade, esta é a premissa para um regime totalitário. O outro sintoma da ascensão de um regime totalitário ocorre quando se torna impossível buscar a verdade ou publicar a verdade. O ditador, ou o partido autoritário no poder, alegando representar a vontade popular, usam esse argumento para impedir as pessoas ou as instituições que têm a tarefa de encontrar a verdade. Afirmam que as pessoas não estão interessadas na verdade. É importante lembrar que mesmo as eleições democráticas não giram em torno da busca da verdade, mas sim dos desejos das pessoas.
Em seu último livro, 21 lições para o século 21, você mostra que os dados são para a era contemporânea o que a terra era antigamente, ou seja, o recurso mais importante. E adverte: se os dados estiverem concentrados nas mãos de poucos, não haverá divisão em classes sociais, como aconteceu no passado, mas uma divisão da humanidade em espécies diferentes.
Isso é algo que nunca vimos antes na história do homem: poderíamos ter seres humanos potencializados e seres humanos comuns com capacidades diferentes. Anteriormente, na história, a desigualdadeera principalmente de ordem econômica e política. Alguns indivíduos detinham grande riqueza e poder político e outros indivíduos não possuíam nenhum dos dois. Mas ainda assim se tratava dos mesmos seres humanos, com as mesmas características biológicas. O perigo é que, no século XXI, a desigualdade econômica se transforme em desigualdade biológica. Teremos a tecnologia que nos permitirá potencializar o nosso corpo e o nosso cérebro. E os ricos poderiam evoluir para se tornarem biologicamente diferentes das massas da população. E, desse modo, a raça humana seria subdividida em diferentes castas biológicas. Isso é algo que nunca vimos antes na história do homem: poderíamos ter seres humanos potencializados e seres humanos comuns com capacidades diferentes.
Até que o homem controla a tecnologia, a tecnologia pode estar a seu serviço, mas agora que a tecnologia controla o humano, o que poderia acontecer?
Estamos adquirindo a capacidade tipicamente divina de criação e destruição e o risco é que não saberemos lidar com esses imensos poderes e acabaremos usando-os mal. Basicamente, trata-se do mesmo processo que envolveu o sistema ecológico: podemos dizer que adquirimos poderes divinos sobre o resto dos animais e das plantas, dos rios e das florestas, e podemos até dizer que fizemos mau uso dos nossos poderes. E agora o sistema ecológico está completamente desequilibrado e próximo do colapso. Nós estamos adquirindo o poder de mudar o nosso mundo interior, o nosso cérebro, e novamente poderíamos fazer mau uso desse poder e, ao invés desses humanos potencializados, poderíamos acabar criando algo que não seria melhor que nós: poderosos como divindades, mas irresponsáveis e insatisfeitos.
Eu gosto de sua habilidade de traçar interpretações macro históricas, como se pintasse uma tela impressionista cujo único protagonista é nossa espécie. Nesta complexidade de análise, peço-lhe um esforço de síntese: mostre-me a imagem que mais descreve o nosso tempo.
Uma imagem que me impressionou é a da consagração do papa Ratzinger: na foto, centenas de pessoas no Vaticano têm os olhos postos no pontífice; oito anos depois, na consagração do novo Papa, exatamente na idêntica situação, na mesma imagem, todos estão segurando um smartphone. A realidade é mediada pelo smartphone.

terça-feira, 30 de julho de 2019

MUDAR O SISTEMA (Um país intelectualmente castrado)


A penúltima frase "mudar o SISTEMA que é bom, nem uma palavra...", resume nosso problema. No caso brasileiro, o Sistema a ser mudado deveria ser a modificação do pensamento nacional, aquele que, hoje, sempre se define para soluções sequenciais de erros cometidos em função de ações tomadas antes, que ocasionarão novas soluções sequenciais, numa geração sem fim de normas e de leis, cuja representação poderia ser a CORNUCÓPIA, só que, ao invés de riqueza, ela extravasa a fertilidade de problemas que mantêm a Nação atrasada. Ainda neste contexto e comandando o atraso, temos a Politicaria, a escola que forma politiqueiros, patrimonialistas e oportunistas, sem a menor noção do que seja a verdadeira POLÍTICA. Esta, a POLÍTICA,  é feita de planejamento de longo prazo, de ideias possíveis de aceitação pelas várias tendências nacionais, e de implantação das ações correspondentes, tendo em vista a consolidação da cidadania e o bem-estar da população. Só que não! Nossos parlamentares estão mais "para lamentar" suas poucas atividades para a Nação e muitas iniciativas para os seus próprios bolsos. 
Enfim, uma excelente concepção que gerou um excelente texto do autor.
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Um país intelectualmente castrado
(Artigo de FERNÃO MESQUITA para O Estado de S. Paulo de 30/7/2019)
Sexta-feira passada o Jornal Nacional comemorou o “reconhecimento pela ONU” da “eficácia” da “campanha antitabagismo” do Brasil. É “a maior redução de número de fumantes do mundo”. A dúvida que remanesce é se isso se deve à ilustração dos brasileiros sobre os malefícios do fumo ou ao imposto de 87%, saudado em tom de conquista, com que Brasília gravou cada cigarro fumado no país, o que tornou impossível ao pobre dar-se o luxo do vício nos legalizados e, como sempre, proporcionou ao governo mais alguns bilhões para serem transformados em mordomias, salários, “ajudas” e aposentadorias com correções anuais por “produtividade” para aquele punhado de brasileiros “especiais” com quem ele gasta quase integralmente os 35% do PIB (R$ 2,9 trilhões) que arranca ao favelão nacional todo ano.
Por acaso assisti essa notícia na hora em que, pela internet, informava-me sobre o balanço parcial das leis e alterações constitucionais que já preencheram os requisitos para subir às cédulas da eleição de novembro de 2020 pedindo o veredicto dos eleitores norte-americanos. O estado do Oregon, coincidentemente, vai votar uma emenda à constituição local propondo um aumento do imposto sobre cigarros e dispositivos eletrônicos de fumar, todo ele destinado ao sistema de saúde. A proposta veio do governador que, para ser autorizado a submetê-la ao povo teve, antes, de aprovar o pedido de licença com um quórum superior a 60% na Assembleia Legislativa e no Senado estaduais.
O último estado americano a votar a taxação de cigarros foi Montana, em 2018. A proposta foi recusada por 52,7% a 47,3%. Entre 2008 e 2018 os eleitores de nove estados votaram impostos sobre cigarros naquele país onde por a mão no bolso dos contribuintes requer uma corrida de obstáculos, o que explica porque o PIB de apenas um dos seus 50 estados – o de Nova York – equivale ao do Brasil e os dos outros 49 são “lambuja”.
Até 25 de julho 22 propostas de leis ou alterações constitucionais estaduais tinham-se qualificado para subir às cédulas em 2020. Milhares de outras de alcance municipal ou menos que municipal (vindas dos conselhos gestores de escolas públicas de cada bairro, por exemplo) já estão nessa fila. Entre 2010 e 2020 uma média de 15 referendos por estado apareceram nas cédulas nas eleições de anos pares. Esta do cigarro do Oregon é um “referendo constitucional proposto pelo legislativo” (legislatively referred constitutional amendment), um dispositivo usado em 49 estados. Mas há também as “emendas constitucionais por iniciativa popular” (iniciated constitucional amendment) que qualquer cidadão pode propor e qualificar para submeter ao eleitorado colhendo um determinado número de assinaturas. Existem ainda os “referendos automáticos” (automatic ballot referral), quando os legislativos, obrigados por leis de iniciativa popular anteriores, têm de submeter ao povo qualquer lei abordando determinados temas (alterações de impostos, notadamente, entre outros à escolha de cada comunidade).
Já os bond issues, muito comuns no país todo, acompanham obras públicas e gastos fora do orçamento. De escolas para cima, melhoramentos e obras envolvendo emissão de dívida têm de ser aprovados no voto pelas comunidades que vão usar o bem e pagar por ele.
Sobem às cédulas para voto direto do povo até mesmo as “advisory questions” que qualquer um pode propor para acabar com aquelas “verdades estabelecidas” que em países como o Brasil bastam para sustentar legislações inteiras e privilégios mil só no papo furado. Pergunta-se diretamente ao eleitor se concorda ou não com aquela “verdade” (a “impopularidade” da reforma da previdência ou da reforma trabalhista, por exemplo). O resultado não vira lei mas serve para “orientar” legisladores que são, todos eles, sujeitos a recall.
Desde que o direito de referendo foi adotado pelo primeiro estado, em 1906, 521 subiram às cédulas de 23 estados e 340 leis estaduais (65,3% das desafiadas) foram anuladas pelo povo. Milhares de outras tiveram o mesmo destino no nível municipal. Mesmo assim é bem pouco, o que prova que dispor da arma induz automaticamente os representantes eleitos ao bom comportamento, tornando desnecessário usá-la a toda hora.
Já o recall é bem mais “popular”. Até 27 de junho 72 processos atingindo 115 políticos e funcionários públicos tinham sido abertos em 2019. Os recall são frequentemente decididos em “eleições especiais” convocadas só para isso. 37% dos disparados em 2019 ainda dependem de qualificação, 11% já têm votação marcada, 15% já foram votados e aprovados e 10% foram votados e recusados. 41 vereadores, 28 membros de conselhos de gestão de escolas públicas e 22 prefeitos estiveram entre os alvos.
Foi desse ponto que voltei, naquela sexta-feira, para o eterno “Como resolver nossos problemas sem remover suas causas”, “como sobreviver à nossa doença sem curá-la” dos doutos luminares que falam e agem pelos brasileiros. Este jornal, invocando o FMI, torcia para que a montanha cuspa o camundongozinho de sempre para “voltarmos a um crescimento de 2,2% podendo chegar a 3% se e somente se dobrar a taxa de investimento de hoje” (o que é totalmente impossível, recordo eu, mantidos os “direitos adquiridos” dos brasileiros “especiais”). Na outra ponta The Intercept Brasil e suas estações repetidoras, a Folha de S. Paulo e a Veja, batalhavam a volta ao rumo da venezuelização começando pela libertação dos bandidos e a prisão dos mocinhos, a bandeira que a vice-presidenta da chapa que disputou com Bolsonaro pelo PT trouxe do outro lado da lei e tenta plantar no centro do debate nacional. E entre os dois, mais do mesmo em dosagens variadas.
Como último recurso saltei para a internet, mas em vão. Ali o mais longe que vai o futuro do Brasil é onde pode levar-nos a revolucionária discussão sobre quem a polícia (que se pôs fora da reforma da previdência quase pela força das armas) deve ou não deve prender. Mudar o “Sistema” que é bom, nem uma palavra…
O Brasil é um país intelectualmente castrado.


domingo, 28 de julho de 2019

HIPÓCRITA-CHEFE

Em tempos de transmutação de palavras, com objetivo de acusar uns, é bom lembrar a fala "ipsis litteris" de criminosos investigados, indiciados, processados, condenados e presos, cujas manifestações estavam situadas no terreno enganoso dos melífluos, sempre voltadas para a plebe ignorante. Aqui, a fala de Lulla representa muito bem isto.


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VIVA O ASSALTO À NAÇÃO!

Tu, aí, praticante da esquerda radical, ambliópico da visão humana, fanático do messianismo lullopetista, vê com cuidado a informação abaix...