quinta-feira, 29 de setembro de 2016

CRIME? ORA, NÃO HÁ PROVAS!

Há alguns dias, um colunista nacional expôs a manchete de uma postagem desta forma: DEFESA TERÁ DE PROVAR QUE LULA É MÍOPE E BOBO. Genial!, pois a inversão do foco, dada aos fatos, já diz tudo. Não há como não comprovar quem é o líder da ORCRIM. 
No anexo, está a magistral aula do MPF decodificando as secretas vielas por onde chafurdou a "nata" bolivarianista sediada no Brasil, com ideias formuladas no marginal Foro de São Paulo.
Assim como a crítica em geral manifestou-se surpresa com o tom dado pelo MPF na apresentação da teia criminosa, também a mim causou certo desconforto a estratégia aí adotada, apesar de manter a esperança de que não tenha sido mostrado e falado tudo o quê há ainda para ser trazido à luz do nosso conhecimento.
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FALÁCIAS QUE CORREM POR AÍ

No decorrer das primeiras horas logo após o impedimento, li dezenas de opiniões sobre as palavras finais de Dilma, no Senado, ao epílogo do processo condenatório em razão dos crimes praticados por ela. Nessas manifestações, escritas, ou por acólitos pagos e que ainda recebem dinheiro para tanto, ou por colunistas neutros, ou, mesmo, por colunistas contrários ao lullopetismo, mas focados apenas no sentimentalismo do momento, e em que, todos eles, trataram o conjunto como "histórico", "consistente", "com qualidade maior que a esperada", etc. Cansei e me decepcionei com essas visões ou interesseiras, ou parciais, ou mal feitas. Por esta razão é que valorizo o editorial do Estadão, pois ele avança nas perspectivas das quais partilho o pensamento, tratando o evento apenas como "ficção e pieguice", na tentativa de enganar e emocionar os incautos e servir documentalmente para a divulgação filmográfica que está em andamento, tudo para valorizar um momento, de um grupo, liderado por um personagem que, todos, acabaram com o meu Brasil. 
Mesmo assim, o o Editorial pecou por não confrontar as tais "marcas da tortura" que ela teria padecido, com as "marcas da tortura" pelas quais passaram as famílias das vítimas das ações terroristas das quais Dilma, a delirante, foi partícipe. Não mencionou o Editorial do jornal, o tal "assalto ao cofre do Ademar", de onde foram roubados em valores atuais, aproximadamente U$ 20.000.000 (vinte milhões de dólares). 
Ainda vejo Dilma como o mal menor do terrível período lullopetista que nos governou, embora seja a ela o foco atual e sobre quem recaiu toda a incapacidade gerencial e administrativa de um grupo oportunista e ávido pelo roubo que, pela sua própria avidez, acabou por ser descuidado e, como consequência, foi flagrado com "a mão na massa".
Então, é isso!, chega de ler análises falaciosas, preguiçosas ou emocionais.
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Ficção e pieguice
Editorial do Estadão, de 30/08/2016

Num discurso de 50 minutos feito ontem perante o Senado Federal, com o qual pretendeu se defender das acusações pelas quais será julgada nas próximas horas pelos senadores, a presidente afastada Dilma Rousseff  produziu uma peça de ficção entremeada por lances de pieguice explícita. Foi um fecho melancólico do itinerário político de uma chefe de governo que, simplesmente, fez tudo errado e levou o País para o buraco. Tudo consequência do autoritarismo e da soberba de um projeto de poder irresponsavelmente populista, agravado pela incompetência gerencial e pela inapetência para o jogo político reveladas pela criatura imposta por Lula para revezar com ele a cadeira presidencial. O argumento central da defesa de Dilma, repetido à saciedade ao longo de todo o processo do impeachment que chega agora a seu desfecho, é que, alimentados pelo ódio e pela intolerância, seus adversários, ao verem “contrariados e feridos nas urnas os interesses da elite econômica e política”, assacam contra ela acusações infundadas. E protestou: “As provas produzidas deixam claro e inconteste que as acusações contra mim dirigidas são meros pretextos, embasados por uma frágil retórica jurídica”. Dilma tem todo o direito de pensar o que quiser sobre o julgamento no qual é ré, mas não é a ela, e sim aos juízes, constitucionalmente investidos de autoridade jurídica e política para tanto, que caberá decidir se ela é ou não culpada. Essa é uma responsabilidade atribuída ao Congresso Nacional. E até agora, seja no âmbito da competência dos deputados, seja na dos senadores, Dilma perdeu sempre. A presidente afastada sabe que perderá até o amargo fim e, portanto, nada mais lhe resta senão apelar para o ilusionismo retórico e as lágrimas de crocodilo em desesperada tentativa de reverter os votos de senadores que imagina que ainda possam ser persuadidos a absolvê-la e de convencer a opinião pública de que merece um lugar de destaque e honra na história que se escreverá. Foi certamente com essa intenção que Dilma reiterou com insistência, ao longo de sua fala, dois pontos: as “marcas da tortura” de que foi vítima quando pegou em armas para combater a ditadura militar e o fato de que “não há crime” nos crimes que lhe são imputados pela acusação. Dilma classificou sua reeleição como “rude golpe a setores da elite conservadora brasileira”. Na verdade, foi um tremendo golpe para todos os brasileiros. É que, durante a campanha presidencial, ela fez tudo para dissimular a grave situação das contas públicas e a forte retração da atividade econômica, atribuindo aos adversários a intenção de praticar todas as “maldades” que ela própria, tão logo reeleita, tentou em vão implantar para aliviar a crise. Dos argumentos de que a presidente afastada lançou mão em sua arenga, o mais ridículo é o de que, primeiro “é uma desproporção” mover um processo de impeachment por crimes como os que constam da acusação – ou seja, de pequena monta. Dilma protestou contra a tentativa de “criminalizar” o Plano Safra, quando em momento algum a acusação emitiu juízo de valor sobre aquele plano de subsídio à agricultura, limitando se a denunciar que a forma de efetivação do financiamento violou a lei, pois o governo – controlador de bancos públicos – fez operações de crédito com essas instituições, numa prática vedada pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Dilma ainda teve de fazer malabarismos para não entrar em choque com o PT, que acaba de rejeitar sua ideia de, caso seja reconduzida à Presidência, convocar um plebiscito para decidir sobre a antecipação das eleições presidenciais: “Chego à  última etapa desse processo comprometida com a realização de uma demanda da maioria dos brasileiros: convocá-los a decidir, nas urnas, sobre o futuro de nosso país. Diálogo, participação e voto direto e livre são as melhores armas que temos para a preservação da democracia”. Como era inevitável, Dilma protestou também contra o fato de estar sendo julgada pelo “conjunto da obra”. De fato, a profunda crise em que ela afundou o País agrava sua situação. Mas o julgamento em curso é, por definição, também político. E dessa perspectiva é impossível ignorar o “conjunto da obra”. 

ANTOLOGIA DA IGNORÂNCIA

Como pudemos estar governados por pessoas dessa laia verbo-retórico-intelectual-moral, por tanto tempo? Não tem direito um governante, qualquer um deles em quem votamos como nosso representante, ser tão desconexo com as palavras como o foram com a moral nacional. 
Embora não haja correlação, parece havê-la, pois tão defasados no lado intelectual, também o foram na linha da moral.

CINISMO DOS CRIMINOSOS

Devagar, devagarinho, os efeitos bumerangue dos crimes praticados vão atingindo frontalmente as pessoas mais (des)honestas do mundo. A senadora Bezerrona cansou de falar a única coisa que sabia falar, quando apregoava que um golpe estava excluindo do governo uma mulher honesta, a Dilmona. Não tão honesta assim, claro!, pois, tirante o roubo do "cofre do Ademar", a cujos 20 milhões de dólares ( em valores atuais) nunca foi dada explicação do seu destino, vemos um país quebrado econômica e financeiramente em função dos roubos praticados livremente e acobertados pela administração lullopetista, com relação direta a uma incapacidade mental e intelectual de gerenciar uma Nação e, especialmente, pela inapetência dessa turba oportunista para o trabalho. Aliás, essa inapetência para com o esforço ao trabalho é característica de todos esses vermes e ácaros entranhados no sindicalismo, nos encostos de cargos comissionados, nas milhares de aposentadorias por "perseguição" política e nos choros das famosas e deprimentes cotas. Tudo, como falei, bem característico do lullopetismo, cujos seguidores, navegando livre, alegre e irresponsavelmente pelos ares e mares de um espertalhão internacional, deixaram-se levar pelo messianismo e seguiram a rota do crime, aperfeiçoando os seus mecanismos de forma a deixar invejosas as mais antigas e fortes organizações criminosas do mundo, como nunca antes no Universo. Esqueceram-se, então, de que a vida é levada com os pés no chão, no solo, onde se estabelece a rota e se trilha o caminho da vida. 
Pronto!, esqueceram-se disso e a Justiça agora os pega, julga e enjaula, tudo devidamente como deve ocorrer com criminosos de lesa-humanidade, aqueles que causaram milhares de mortes por descaso com a Saúde Pública, com a falta de Infraestrutura Viária, com a permissividade criminosa ao mundo do crime e que gera a falta da boa estrutura da Segurança Pública.
Dia desses, li uma publicação dando conta de que um desses cargos do Ministério da Fazenda falou que necessitaremos de 9 anos para recuperar o País. Penso que ele esteja errado, pois avalio o tempo de que, pelo menos, uma geração de brasileiros deverá passar pela Nação antes que o Brasil retome a sua estabilidade.
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TCU propõe bloquear bens de Dilma
Parecer da área técnica do Tribunal de Contas da União diverge de auditora que isentou Conselho de Administração no caso de Pasadena

Fábio Fabrini / BRASÍLIA, para o Estadão
Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) pede que ex-integrantes do Conselho de Administração da Petrobrás, entre eles a ex-presidente Dilma Rousseff, sejam responsabilizados e tenham os bens bloqueados por perdas na compra da Refinaria de Pasadena, no Texas (EUA). É a primeira vez que o setor de auditoria da corte propõe tornar indisponível o patrimônio dos ex-conselheiros por prejuízos no negócio, investigado na Operação Lava Jato. A área técnica do tribunal analisa a culpa de Dilma e de outros ex-membros do colegiado também nas maiores obras da estatal. O parecer obtido pelo Estado foi concluído no último dia 19 e é subscrito pelo chefe da Secretaria de Controle Externo da Administração Indireta do TCU no Rio de Janeiro (Secex Estatais), Luiz Sérgio Madeiro da Costa.
Ele divergiu de auditora que avaliou a transação e, dias antes, havia reiterado entendimento do tribunal de isentar o conselho, aplicando sanções apenas a ex-dirigentes que tinham funções executivas. Desde 2014, ex-diretores da companhia têm os bens bloqueados. Dilma era ministra da Casa Civil do governo Lula e presidente do Conselho de Administração em 2006, quando foi aprovada a aquisição dos primeiros 50% da refinaria. O secretário pede que os ex-conselheiros sejam considerados responsáveis solidários por perdas de ao menos US$ 266 milhões (R$ 858,3 milhões). O bloqueio, inicialmente por um ano, visa a cobrir eventual ressarcimento à estatal.
Além de Dilma, estão na lista o ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda e Casa Civil), os empresários Cláudio Haddad e Fábio Barbosa, o general Gleuber Vieira e o ex-presidente da companhia José Sergio Gabrielli – como integrava também a Diretoria Executiva, este último já está com os bens bloqueados. O grupo participou da reunião que aprovou a compra em 2006. A estatal pagou, inicialmente, US$ 359 milhões ao grupo belga Astra Oil, que, no ano anterior, havia desembolsado US$ 42 milhões por 100% dos ativos.
Em março de 2014, o Estado revelou que a então presidente da República votou a favor do negócio. Ela disse que só deu seu aval porque se baseou em “resumo tecnicamente falho” que omitia cláusulas das quais, se tivesse conhecimento, não aprovaria. Após um desacordo, a Astra acionou uma dessas cláusulas, que lhe assegurava o direito de vender sua fatia em Pasadena à estatal. Em 2012, a Petrobrás pagou US$ 820 milhões pelos 50% remanescentes à empresa belga. Em 2014, ao bloquear bens de exdiretores, o TCU concluiu que a perda total pela compra foi de US$ 792 milhões (R$ 2,5 bilhões). Em relatório anexado a um desses processos, que traz a análise sobre a maior parte das perdas (US$ 580 milhões ou R$ 1,8 bilhão), a auditora da Secex Estatais Maria Lúcia Samico defendeu responsabilizar não só os ex-diretores já implicados em 2014, mas outros cinco ex-funcionários da Petrobrás que negociaram com a Astra. No entanto, reiterou que o conselho não tem culpa pelos prejuízos, pois não detinha as informações necessárias para antever que o negócio seria nocivo.
O parecer não discute as delações premiadas da Lava Jato, entre elas a do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró, informando que Dilma conhecia em detalhes a compra. ‘Dever de diligência’. O chefe da secretaria contestou as conclusões. Para ele, Dilma e os demais ex-integrantes do conselho descumpriram normativos da Petrobrás e a Lei das Sociedades por Ações ao não “acompanhar a gestão da Diretoria Executiva” por meio da “análise devida das bases do negócio” e ao não solicitar “esclarecimentos mais detalhados sobre a operação”, antes de autorizá-la. Com isso, argumenta ele, violaram o “dever de diligência” para com a companhia.
Os pareceres foram enviados ao relator dos processos, ministro Vital do Rêgo, e ao procurador-geral do MP de Contas, Paulo Bugarin, que vão apresentar suas considerações. Depois, o caso será pautado para julgamento. Não há previsão.
Pasadena é caso ‘antigo e arquivado’, diz ex-presidente
A ex-presidente Dilma Rousseff informou, em nota, que o assunto Pasadena “é antigo e já foi arquivado em 2014 pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por considerar que nem ela nem os demais ex-conselheiros de Administração da Petrobrás tiveram responsabilidade pelos eventuais prejuízos”. Dilma afirmou que o próprio TCU a “excluiu” do processo em 2014, por considerar que o Conselho de Administração “não havia sido devidamente informado de todas as cláusulas no processo de aquisição de Pasadena”. O Estado entrou em contato com a secretária de Cláudio Haddad e ela disse que ele só poderia se pronunciar a partir de segunda-feira. Fábio Barbosa não quis se manifestar. Gleuber Vieira disse que desconhece o parecer do tribunal e não poderia comentá-lo em detalhes. Defensor de José Sergio Gabrielli, Antônio Perilo disse que parecer de técnicos do TCU acolhe argumentos de seu cliente. Ele alegou que auditoria admite que a carta de intenções do negócio não foi autorizada por Gabrielli. Graça Foster não comentou.


UNIVERSO e MULTIVERSO

Assistir ao breve filme abaixo é, também, sentirmos nossa pequenez e insignificância como unidade no contexto sem fim. Recomendo assisti-lo observando os números: diâmetros, distâncias, tamanho das galáxias e do Universo e, agora, a nova teoria, a do Multiverso, onde ocorreriam muitos outros Universos.
Nossa insignificância como Unidade é inquestionável, mas nossa importância como Mente nesse ambiente imenso e impensável, também o é.




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ESCRITO PARA OS LEITORES DO FUTURO

Monumental, corajoso e preciso, o texto que indico abaixo. Os futuros prescrutadores da História Brasileira, especialmente sobre este perío...