O ERRO DE COMBATER A RIQUEZA

Faltava-te uma boa leitura para o domingo? Então, permita-me sugerir a que está abaixo, pois nela, Llosa abre uma cortina do palco em que se encena o debate entre esquerda e direita, pobre e ricos, proletários e burgueses, não importando, enfim, o conceito, já que ele estabelece um novo viés, e muito interessante, para a análise. 
Embora ele tenha situado o tema na definição de "cidadão raivoso, se houvesse definido o título como "o erro de combater a riqueza", também valeria como bom indicativo do conteúdo.
Boa leitura, pois!
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O cidadão raivoso
Mario Vargas Llosa, para o Estadão, de 30/10/2016 
É um erro gravíssimo crer que o progresso consista em combater a riqueza
O jornalista alemão Dirk Kurbjuweit, de Der Spiegel, inventou há alguns anos a palavra Wutbürger, que quer dizer “cidadão raivoso”. No dia 25, Jochen Bittner publicou no New York Times um interessante ensaio afirmando que a raiva que mobiliza, em certas circunstâncias, amplos setores de uma sociedade é um fenômeno de duas faces, uma positiva e outra negativa. Segundo ele, sem esses cidadãos raivosos não teria havido progresso, nem seguridade social, nem salários justos, e estaríamos ainda no tempo das satrapias medievais e da escravidão. Mas, ao mesmo tempo, foi a epidemia de raiva social que semeou a França do Terror com decapitados, e, em nossos dias, levou à regressão brutal que o Brexit representa para o Reino Unido, permitiu a existência na Alemanha de um partido xenófobo, ultranacionalista e antieuropeu – o Alternativa pela Alemanha –, partido que, segundo as pesquisas, tem o apoio de nada menos de 18% do eleitorado. Acrescenta Bittner que o melhor representante nos Estados Unidos do Wutbürger é o desagradável Donald Trump e o surpreendente apoio com que conta. Gostaria de acrescentar alguns outros exemplos de uma “raiva positiva” nos últimos tempos, começando pelo caso do Brasil. A meu juízo, tem havido uma interpretação interessada e falsa da defenestração de Dilma Rousseff da presidência. Esse fato foi apresentado como uma conspiração da extrema direita para acabar com um governo progressista, e, sobretudo, impedir a volta de Lula ao poder. Não é nada disso. O que mobilizou muitos milhões de brasileiros e os levou a protestar nas ruas foi a corrupção, um fenômeno que havia corroído toda a classe política, do qual se beneficiavam tanto dirigentes da esquerda como da direita. E em todos esses meses se viu como a luta contra a corrupção mandou igualmente para a prisão parlamentares, empresários, dirigentes sindicais e dirigentes partidários de todos os setores políticos, um feito que só pode levar a uma regeneração profunda de uma democracia à qual a desonestidade e a ânsia do lucro haviam infectado a ponto de causar uma falência nacional. Talvez seja ainda cedo para comemorar o ocorrido, mas minha impressão é que, feitas as contas, a grande mobilização popular no Brasil foi um movimento mais ético que político, e enormemente positivo para o futuro da democracia no gigante latino-americano. É a primeira vez que algo assim acontece. Até agora, as rebeliões populares tinham fins políticos – manifestar-se contra as transgressões de um governo e a favor de um partido político ou de um líder – ou ideológicos – substituir o sistema capitalista pelo socialismo –, mas, nesse caso, a mobilização não tinha como fim destruir o sistema legal existente, e sim purificá-lo, erradicar a infecção que o envenenava e podia acabar com ele. Ainda que tenha tomado um rumo distinto, não difere muito do que ocorreu na Espanha: um movimento de jovens espoliados pelos escândalos da classe dirigente, que deixou muitos decepcionados com a democracia e os levou a optar por um remédio pior que a doença, ou seja, ressuscitar as velhas e fracassadas receitas do estatismo e do coletivismo. Lutas. Outro caso fascinante de “cidadãos raivosos” é o que vive a Venezuela. O povo venezuelano teve cinco oportunidades de livrar-se, em eleições livres, do comandante Chávez, um demagogo pitoresco que propunha o “socialismo do século 21” como remédio para todos os males do país. Uma maioria de venezuelanos, desencantados com a legalidade e a liberdade em consequência da ineficácia e a corrupção dos governos democráticos, acreditou nele. Pagou muito caro pelo erro. Por sorte, os venezuelanos compreenderam o erro, e hoje há uma maioria avassaladora de cidadãos – como mostram as últimas eleições para o Congresso – que pretende retificar aquele equívoco. Mas, por desgraça, já não é tão fácil. A camarilha governante, aliada à nomenclatura militar muito comprometida com o narcotráfico e com a assessoria cubana em questões de segurança, se enquistou no poder e está disposta a defendê-lo contra tudo e contra todos. Enquanto o país se afunda na ruína, na fome e na violência, todos os esforços pacíficos da oposição para, valendo-se da própria Constituição instaurada pelo regime, livrar-se de Maduro e companhia se veem frustrados por um governo que ignora as leis e pratica os piores abusos – incluindo crimes – para impedir isso. No final, essa maioria sem dúvida acabará se impondo, como ocorreu com todas as ditaduras, mas o caminho será longo e ficará coalhado de vítimas. Vale comemorar o fato de não haver apenas raivosos negativos, mas também positivos, como afirma Jochen Bittner? Minha impressão é de que é preferível erradicar a raiva da vida das nações e procurar fazer com que ela ocorra apenas dentro da racionalidade e da paz, e as decisões sejam tomadas por consenso, por meio da persuasão ou pelo voto. Porque a raiva muda rapidamente de direção e, de bem-intencionada e criativa, pode tornar-se maligna e destrutiva se os que assumirem a direção do movimento popular forem demagogos, sectários e irresponsáveis. A história latino-americana está impregnada pela raiva, e, ainda que em muitos casos ela tenha sido justificada, quase sempre se desviou de seus objetivos iniciais e terminou causando males piores que os que pretendia remediar. Isso teve uma demonstração flagrante com a ditadura militar do general Velasco, no Peru dos anos 1960/70. Diferentemente de outras, não foi uma ditadura direitista, mas esquerdista, e adotou soluções socialistas para grandes problemas nacionais, como o feudalismo agrário, a exploração social e a pobreza. A nacionalização das terras não beneficiou em nada os camponeses, e sim as quadrilhas de burocratas que se dedicaram a saquear as fazendas coletivizadas. Quase todas as indústrias que o regime confiscou e nacionalizou quebraram, o que aumentou a pobreza e o desemprego. No final, os próprios camponeses começaram a privatizar as terras, e os operários das fábricas de farinha de peixe foram os primeiros a pedir a devolução à iniciativa privada das empresas que o socialismo velasquista havia arruinado. Esse fracasso todo, no entanto, teve um efeito positivo: desde então, nenhum partido político no Peru se atreveu a propor estatização e coletivização como panaceia social. Jochen Bittner afirma que a globalização favoreceu sobretudo os grandes banqueiros e empresários e isso explica, embora não justifique, o despontar de um nacionalismo exaltado como o que fez da Frente Nacional um partido que pode vencer as eleições na França. Isso é muito injusto. A globalização trouxe enormes benefícios aos países mais pobres, que agora, se souberem aproveitá-la, podem combater o subdesenvolvimento melhor e mais depressa que no passado, como demonstram os países asiáticos e os países latino-americanos – por exemplo, o Chile – que, abrindo suas economias ao mundo, cresceram de forma espetacular nas últimas décadas. Creio ser um erro gravíssimo acreditar que o progresso consista em combater a riqueza. Não, o inimigo a exterminar é a pobreza, e também, sem dúvida, a riqueza mal ganha. A interconexão do mundo graças à lenta dissolução das fronteiras é boa para todos, especialmente para os pobres. Se ela continuar, e não se desviar do bom caminho, talvez cheguemos a um mundo no qual não sejam necessários cidadãos raivosos para que as coisas melhorem.

ERASMO DE ROTERDÃ (PROFESSORES)

E como as atitudes formam os costumes do tempo, relembro a frase de Erasmo de Roterdã, escrita há mais de 500 anos, mas sobre a qual ainda deveríamos refletir:

"A primeira fase do saber é amar os nossos professores."

MAS BAH, TCHÊ!

Copiei da rede, hoje, este profundo pensamento profundo, de Orson Scott Card:

"Se os porcos pudessem votar, o homem com o balde de comida seria eleito sempre, não importa quantos porcos ele já tenha abatido no recinto ao lado."

UNILA

Exponho, abaixo, um vídeo do Villa, onde ele se dedica a comentar sobre a UNILA e algo mais.
A conversa desse comentarista tem tudo a ver com minhas preocupações. É uma pena que somente agora as pessoas começam a despertar sobre o problema em torno da UNILA. Isto deveria ter sido observado desde as primeiras menções sobre a tal universidade. Falemos menos de custos que, aliás são absurdos, desde sua instalação, pois, apenas, no que se refere a Itaipu, a empresa pagou, sim, a Oscar Niemayer dois milhões e meio pelos rabiscos iniciais e fala-se que mais 10 milhões pelo projeto do prédio central, junto à usina.
Enfim, esse arquiteto, já morto, é um cara comunista do começo ao fim e esses, os que pagam, são membros da esquerda permanente irascível enquanto não tem acesso ao melado que os lambuza por inteiro na meleca da corrupção. 
Mas observemos a tendência do ensino ali praticado que nada traz à formação da intelectualidade brasileira e à formação da massa crítica científica, esta sim, necessária ao desenvolvimento tecnológico no contexto mundial. Essa tal de UNILA, segundo contam os de lá, é um antro de formação ideológica bolivariana e faz parte dessa tal de Revolução Silenciosa que ocorre no âmbito da América do Sul (a retórica chavista, evoísta, rafaelista, lugoísta, kirchnerista, lullista, dentre outras) e no ambiente brasileiro, especialmente no âmbito da educação, onde são inseridos ensinamentos desse tipo, contrariando toda decência educacional, política e cidadã. 
Ali é um verdadeiro e muito avançado antro de formação de esquerdistas revolucionários, creio que o mais organizado do mundo. Para veres a importância que estão dando a ela, quem a promove é um misto de interesses situado na Itaipu, por ser binacional e por dificultar a fiscalização, além de possibilitar a execução com gastos estratosféricos, situando-a como uma das dez maiores obras do antigo PAC.
Sugiro analisar o sua oferta de cursos e a grade curricular de cada um deles, onde se poderá ver o quanto de orientação à formação de lideranças esquerdistas. Ah!, também uma cloaca por onde fluem zilhões de reais, num contexto em que o valor visível é apenas uma migalha pois, há algum tempo, soube que eram aguardados 240 milhões de reais, apenas para conclusão das obras. Sabemos que sua operação exige recursos financeiros estratosféricos que também deveriam ser investigados.
UNILA é o foco da consolidação de uma ideologia propugnada pela esquerda anacrônica que ainda coloca em altares Fidel, Stalin, Lenin, Mao e cujo timoneiro mental é Marx. Os seus conteúdos curriculares, discursivos e didáticos, além da biblioteca, estão eivados disso. Pode uma coisa dessas em pleno século XXI? 
Está no bojo do pensamento de sua criação que ela seja o  futuro meio de proliferação das ações transformadoras (e que transformadoras!) da sociedade. 
Aí, então, cuidemo-nos todos, pois todos seremos meros objetos experimentais dessa turba.

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OS APROVEITADORES CONTINUAM

Digamos assim: "não é ilegal". Mas, bota imoral nisso! Especialmente vindo de quem se diz próximo dos "movimentos sociais", "tudo pelo social", "a igualdade acima de tudo", e o papo furado por aí vai.




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Dilma furou fila do INSS para se aposentar um dia depois do impeachment

Documentos obtidos por ÉPOCA mostram que cadastro da petista foi alterado 16 vezes dentro da sede do INSS
Época
Às 15h05 do dia 31 de agosto, Dilma Rousseff assinou o documento que a notificava que o Senado havia aprovado sua destituição da Presidência da República. Terminavam ali, oficialmente, seus cinco anos e oito meses de gestão e pouco mais de 13 anos em cargos no governo federal. Menos de 24 horas depois do impeachment, um de seus aliados mais próximos, o petista Carlos Eduardo Gabas, entrou pelos fundos da Agência da Previdência Social do Plano Piloto, na Quadra 502 da Asa Sul de Brasília. Acompanhado de uma mulher munida de uma procuração em nome de Dilma, Gabas passou por uma porta de vidro em que um adesivo azul-real estampava uma mão espalmada com o aviso: “Acesso apenas para servidores”.
Mas Gabas podia passar. Não estava ali apenas como funcionário de carreira da Previdência, mas como ex-secretário executivo e ex-ministro da Previdência do recém-encerrado governo Dilma, como homem influente na burocracia dos benefícios e aposentadorias entre 2008 e 2015. No papel agora de pistolão, Gabas subiu um lance de escadas até uma sala reservada, longe do balcão de atendimento ao público, onde o esperava o chefe da agência, Iracemo da Costa Coelho. Com a anuência de outras autoridades do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o trio deu entrada no requerimento de aposentadoria da trabalhadora Dilma Vana Rousseff. Foi contabilizado um tempo de contribuição previdenciária de 40 anos, nove meses e dez dias. Quando Gabas saiu da sala, Dilma estava aposentada, com renda mensal de R$ 5.189,82, teto do regime previdenciário.

NOSSA!

Ao ler a notícia abaixo, escandalizei-me com o envolvimento de criminosos oriundos do Palácio do Planalto. Esses elementos, para usar a linguagem policialesca, são fruto da prostituição a que foi jogada a República Brasileira sob o comando lullopetista. Bastaram 13 anos para que eles acabassem com o Brasil, na nossa economia, nas nossas finanças, na nossa respeitabilidade mundial, na nossa infraestrutura, na nossa educação, na nossa saúde (nossa!, quanto NOSSA). E, finalmente, aqora vê-se, iniciaram o processo de findar  com a respeitabilidade das mais sagradas e cuidadas Instituições Nacionais.
NOSSA!, que mal fizerem ao meu País!


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SEGURANÇAS DO PLANALTO SÃO PRESOS ACUSADOS DE ROUBO NO DF
SEGURANÇAS DO PLANALTO ROUBAVAM USANDO ARMAS DO EXÉRCITO
Publicado: 01 de outubro de 2016 às 09:58 - Atualizado às 10:13
Redação
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DIDATICAMENTE FALANDO

É isso! O texto abaixo está didático e fácil de entender. É importante que o divulguemos para que os menos abonados intelectualmente consigam frear seus arroubos antidemocráticos e republicanos, continuando na adoção do modo lullopetista de pensar, se é que o lullopetismo pensa. Talvez alguma ideia brilhante e corretiva surja das aprofundadas elucubrações que os alunos, ocupantes das escolas e universidades, estão discutindo diuturnamente, fechados nos recintos onde ninguém entra. Poderiam, pelos menos, deixar o Conselho Tutelar entrar, ou não seria obrigação do Ministério Público obrigar a isso?

INTELIGÊNCIA ESPIRITUAL

Levando em conta os debates a Inteligência Emocional, sugiro a leitura do texto abaixo. É um novo campo de inflexão de estudos da mente e do...