CONVERSINHAS ASSIM, DE BAIXO MUNDO



Situemo-nos num ambiente de periferia de uma grande cidade qualquer, de qualquer parte do mundo, e que já tenhamos visto em filmes de criminalidade. Assim, sugiro que ao efetuar a  leitura da degravação das conversas ocorra situando a mente nessa ambiência imaginariamente pérfida. Pois bem, as conversas criminosas divulgadas pela Justiça Federal, e não apenas estas, muitas outras também, mostram quem detém o comando de uma Nação de mais de 500 anos, com 200 milhões de habitantes, com uma vasta miscigenação racial, amplo e profundo folclore, tudo isto marcando profundamente a formação cultural brasileira. 
O pior de tudo é que vínhamos num processo de aperfeiçoar o nosso desenvolvimento em todos os seus sentidos, o econômico,  o social, o cultural, o educacional, o moral, contextualizando nossa Nação no ambiente mundial como interlocutora respeitável das potencialmente grandes e históricas outras nações. Mas, tudo isso desmorona repentinamente, num período pouco maior que uma década, nas mãos de irresponsáveis populistas e patrimonialistas que enriqueceram pessoalmente e forraram os seus "grupos sociais" de dinheiro para os seus dirigentes, não para as pessoas que os compõem, claro!
Então, a transcrição das últimas conversas, obtidas legalmente pela Operação Lava Jato, mostra um pouco disto. Um pouco!, porque muito mais virá para estarrecer novamente e mais a população brasileira. São conversas degradantes, sem classe retórica, sem respeito pessoal e pela Nação, eivadas de termos chulos na boca de personalidades que nos comandaram ou comandam, imorais, enfim!
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LULLA - NERO, LULLA - NERO


GANGRENA LULLOPETISTA EM FASE TERMINAL

A gangrena governamental está exposta na reportagem abaixo. Já sentíamos o cheiro dela há algum tempo, mas agora ela está no seu estágio final. A podridão total e a supressão  do membro podre exposto ao mal, ocorrerá quando este assumir um ministério qualquer, como se fosse a solução para a saúde de algo já irrecuperável.

VAMOS EM FRENTE

Não gosto do que pensa esse cara lullopetista que, para sensibilizar os beócios, continua se autodenominando de "frei". Agora, o conteúdo de sua entrevista está adequado ao contexto nacional, mostrando que é necessário depurar a discussão, partindo para uma retórica lógica das ideias, dos conceitos e dos conteúdos construtores de uma nova visão do cenário Político, este sim com letra maiúscula, brasileiro, pensando soluções, projetando-as para o futuro de longo alcance e estabelecendo parâmetros para a execução satisfatória para a população nacional.



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Entrevista

Frei Betto: "O Brasil precisa de uma séria alfabetização política"

Na sua avaliação, bate-boca entre militantes de grupos políticos alinhados à esquerda e à direita é sinal de falta de politização da nação e de projetos políticos

Por: Letícia Duarte
12/03/2016 - 13h01min
Frei Betto: "O Brasil precisa de uma séria alfabetização política" Charles Guerra/Agencia RBS
Foto: Charles Guerra / Agencia RBS
Autor de dois livros sobre os governos do PT, A mosca azul" e Calendário do poder, ambos editados pela Rocco, Frei Betto analisa a seguir o atual cenário de polarização política. Na sua avaliação, só haverá diálogo se houver projetos políticos. 
 Fora disso, é ofensa, é bate-boca de comadres, é baixaria. 
Embora tenha participado da criação do Partido dos Trabalhadores, ressalta que nunca foi filiado e tem uma visão crítica sobre seu destino:
– Onde anda a comissão de ética do PT? – pergunta.
Ao comentar o mandato coercitivo do ex-presidente Lula, o senhor escreveu: "Quando o emocional se sobrepõe ao racional, faltam pedras para jogar na Geni!". Com o senhor vê a atual polarização da política brasileira? Para onde ela nos conduz?  Por falta de politização da nação _ hoje mais de consumistas que de cidadãos _, o debate político baixou do racional para o emocional. Quem discute em torno de propostas políticas para o país? Como elas não existem, nem da parte do governo, nem da oposição, fica-se na ofensa pessoal, no panelaço, no bate-boca de comadres... Temo que esse clima emotivo crie o caldo de cultura que faça o Brasil se encaminhar do Estado de Direito para o Estado da Direita.
No mesmo texto, o senhor observa que o PT jamais julgou a conduta ética de seus militantes acusados na Lava-Jato, e "que quem cala consente". Por que é tão difícil para o PT reconhecer seus próprios erros?
Há que indagar dos petistas. Nunca fui filiado a partido político.
Um dos argumentos invocados pelos petistas envolvidos em escândalos é que outros partidos/governos também roubaram. O que isso diz sobre a ética na sociedade e na política brasileira? 
Isso não é argumento, é autodelação sem direito a prêmio, e sim a descrédito politico. Nenhum desses partidos safados se propagou como baluarte da ética, como fez o PT. Onde anda a Comissão de Ética do PT?
 
Como o senhor vê o duelo crescente de militantes à esquerda e à direita - seja em ofensas nas redes sociais, seja com agressões nas ruas? Como recuperar a capacidade de diálogo? Só haverá diálogo se houver projetos políticos. Fora disso, é ofensa, é bate-boca de comadres, é baixaria. O Brasil precisa de uma séria alfabetização política.

A ZIKA E O CRÂNIO NORMAL

Este é o tipo de assunto que nem é preciso comentar. Ainda, nem se deve comentar, como tantas outras besteiras que saem dessas "otoridades" lullopetistas. O texto fala por ele mesmo.



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Ministro elogia alunos com 'crânio normal' ao falar em escola sobre a zika

NATÁLIA CANCIAN
DE BRASÍLIA, para a Folha
"Bom dia, garotada. Tudo legal? Deixa eu fazer uma pergunta: vocês acham que têm o crânio normal?"
Foi assim que o ministro da Saúde, Marcelo Castro, iniciou nesta sexta-feira (11) uma "aula" em uma escola pública do Distrito Federal sobre o aumento de casos de microcefalia no país e o combate ao mosquito Aedes aegypti, que transmite denguezikachikungunya.
Vestido com uma camiseta com o slogan "#zikazero", símbolo da nova campanha do governo na saúde, Castro não poupou elogios aos alunos do 6º ano do Centro Educacional 1, da Vila Estrutural.
A tentativa de adotar um tom didático somado aos elogios, no entanto, acabou em novas gafes.
"Como é que chama a criança da cabeça pequena?", perguntou, ao que alguns citaram "microcefalia" como resposta.
"Vocês que são alunos inteligentes. Pois as crianças com microcefalia provavelmente não vão ter o mesmo desenvolvimento da inteligência que vocês que têm o crânio normal tiveram."
As afirmações geraram um misto de burburinho e incompreensão entre os alunos. Alguns não disfarçavam o estranhamento. "Que palestra é essa, meu Deus? Criança com cabeça pequenininha?", perguntava aos colegas uma aluna do 6º ano, perto de onde estava a reportagem da Folha.
Tentando aumentar o volume da voz para chamar a atenção das crianças, Castro continuou com as comparações e disse que crianças com microcefalia "provavelmente" não serão uma "criança normal".
"A criança com microcefalia provavelmente não vai desenvolver o seu cérebro para ser uma criança normal, que possa ir para a escola, aprender, ser educada e ter autonomia e independência", disse.
E emendou, citando o vírus zika, o qual apontou como causador da "grande maioria" dos casos de microcefalia: "Por isso estamos fazendo essa ação para combater o Aedes aegypti".
"Está feito o pacto. Como vocês são muito inteligentes, que aprendem tudo e têm o cérebro normal, vão fazer o trabalho junto aos pais de vocês para não deixar nenhum criadouro do mosquito", disse.
'SEM MEIAS-PALAVRAS'
Questionado ao fim do encontro se não achava as comparações "inadequadas", o ministro defendeu as afirmações. Segundo Castro, exames em bebês diagnosticados com microcefalia relacionada ao vírus zika apontam para um grau de comprometimento maior do cérebro em comparação aos casos de microcefalia causados por outros agentes infecciosos já conhecidos, como citomegalovírus e toxoplasmose.
"Não são todas as crianças que vão ter retardo mental profundo. Mas as crianças estão sendo estudadas e atendidas", disse. "O padrão é o mesmo causado por infecção, mas o comprometimento é muito mais profundo", disse. "Temos que passar a informação verdadeira. Estamos com um problema muito grave. Não podemos usar meias palavras", rebateu.
Ainda segundo Castro, que afirma ter experiência como professor desde os 16 anos, "100% da população brasileira está consciente" dos riscos atrelados ao vírus zika. "Por isso, as palavras não podem deixar de serem ditas como devem", afirmou.
Além das declarações, o encontro também foi marcado por vaias de parte dos alunos na chegada do governador Rodrigo Rollemberg. Durante o discurso do governador, alguns alunos gritavam "fora!".
INSPEÇÃO E CHORO
Horas antes da aula, Castro também ministrou uma palestra para funcionários da Fiocruz em Brasília e participou de uma "mini-inspeção" contra focos do mosquito no entorno do edifício.
Ao citar que os casos de microcefalia "não são números, mas seres humanos", Castro interrompeu o discurso e chorou. "Imagina o que é uma mãe de família olhar para sua criança com microcefalia e saber que essa criança nunca vai ter autonomia para se conduzir e que vai precisar a vida inteira de cuidados especiais?", justificou.
Para o ministro, a previsão é que a redução no número de casos de doenças causadas pelo Aedes aegypti, que costuma ocorrer com a diminuição no período de chuvas, em maio, seja "mais rápida" neste ano devido à intensificação da campanha contra o mosquito.

QUESTÕES DE ATENDIMENTO À SAÚDE

Artigo preocupante e que também serve de alerta este do Drauzio. Também eu penso assim, mas expando a preocupação para toda a área da saúde, não apenas a médica. Caminhamos para um estágio de total descompasso entre a oferta dos serviços e as necessidades reais das pessoas. Além do mais, a inacessibilidade a esses serviços essenciais à vida pode se tornar mais acentuado, já que o sistema governamental caminha para a falência.

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Bomba-relógio
Drauzio Varella, para a Folha de  05/03/2016 
A medicina de hoje custa os olhos da cara. Na contramão de outros ramos da atividade econômica, na assistência médica a produção em escala e a incorporação de novas tecnologias encarecem o produto final.
Até os anos 1960, os medicamentos eram relativamente baratos e dispúnhamos de poucos recursos laboratoriais. Os exames de imagem ficavam praticamente restritos ao eletrocardiograma e ao raio-X simples ou contrastado.
Nos últimos 50 anos, surgiram exames que nos permitem analisar detalhes da fisiopatologia humana e das características dos germes que nos atacam. Ao mesmo tempo, a automatização e a informática possibilitaram acesso aos resultados das análises de sangue e de outros líquidos corporais em algumas horas.
Ultrassons, tomografias computadorizadas, ressonâncias magnéticas, PET-CTs, cintilografias, endoscopias, cateterismos e outras tecnologias que fornecem imagens anatômicas nítidas e dão ideia do funcionamento dos órgãos internos revolucionaram nossa capacidade de fazer diagnósticos e avaliar a eficácia dos tratamentos.
No mesmo período, a indústria farmacêutica soube aplicar os conhecimentos gerados na academia para desenvolver drogas e agentes biológicos de toxicidade baixa, capazes de curar infecções graves e controlar doenças crônicas por muitos anos.
Ao lado desses avanços técnicos que tiveram enorme impacto na qualidade de vida e longevidade da população estão os custos exorbitantes trazidos por eles.
Os 150 milhões de brasileiros que dependem exclusivamente do SUS convivem com a falta de recursos e os problemas crônicos de gerenciamento do sistema público. Os 50 milhões que pagam planos de saúde queixam-se das mensalidades e dos entraves burocráticos para marcar consultas, exames e internações.
A pobreza do SUS todos conhecem. O que poucos sabem é que a saúde suplementar trabalha com margens de lucro perigosas. Contabilizando os planos mais lucrativos e os deficitários, as operadoras têm, em média, 2% a 3% de lucratividade.
No Brasil, a faixa da população que mais cresce é a que está acima dos 60 anos -justamente a que demanda os cuidados médicos mais dispendiosos, que o sistema público não tem condições de suportar e as operadoras não conseguem transferir para seus usuários sem levá-los à inadimplência.
Não é necessário pós-graduação na Getúlio Vargas para constatar que a persistirem os custos crescentes, nosso sistema de saúde ficará inviável: o SUS em crise permanente por falta de verbas; a saúde suplementar, pelo risco de falência.
Não existe saída, senão deslocar o foco das políticas públicas da doença para a prevenção. É insano esperar que as pessoas adoeçam para então nos preocuparmos com elas.
Se 52% dos brasileiros estão com excesso de peso, metade das mulheres e homens com mais de 50 anos sofre de hipertensão, o diabetes se acha instalado em mais de 10% dos adultos e a dependência do fumo corrói em silêncio o organismo de quase 20 milhões, haveria alternativa?
A responsabilidade é de todos, inclusive dos médicos. Saem de nossos receituários as requisições de exames desnecessários, medicamentos caros e condutas que contradizem evidências científicas.
As faculdades de medicina têm que ensinar noções de economia e de gerenciamento. É um absurdo nababesco prescrevermos remédios e exames sem ter ideia de quanto eles custam.
O sistema de saúde brasileiro vai quebrar se não criarmos estímulos para que cada cidadão assuma a responsabilidade de cuidar do próprio corpo, conscientizarmos os médicos e a população de que exames desnecessários consomem recursos e trazem riscos, exigirmos que hospitais e centros de atendimento apresentem indicadores que permitam avaliar a qualidade e o custo/benefício dos serviços prestados, negociarmos com a indústria os preços abusivos de algumas drogas, próteses e equipamentos, e estabelecermos critérios rígidos para impedir que a judicialização errática de hoje se perpetue em benefício dos que podem contratar advogados.
Uma população sedentária que fuma, engorda e envelhece é uma bomba-relógio para um sistema de saúde perdulário e subfinanciado como o nosso. 

FARRAPOS LULLOPETISTAS EXPOSTOS

O texto de Miguel Reale Júnior, que exponho abaixo, merece uma boa leitura pois expões os farrapos de desculpas e de ações abjetas praticados pelo lullopetismo com o objetivo de mascarar com boa máscara o crime. Ler se torna interessante porque lá no final o autor sugere a solução, com a qual concordo em parte, pois sou partidário do PARLAMENTARISMO na sua melhor e mais completa forma.






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ENRASCADAS
Por MIGUEL REALE JÚNIOR, para o Estadão de 05/03/2016                                         

Esfarrapadas desculpas do PT e de Lula confirmam os fatos e ofendem a inteligência

Duas são as desculpas mais comumente apresentadas por Lula e pelo PT por estarem no centro de investigações criminais ao lado de empreiteiras privilegiadas com sobrepreços em contratos com a Petrobrás: a criminalização do PT pela grande imprensa e o despeito das elites, inconformadas com a ascensão das classes pobres. O discurso da vitimização só aumenta de volume, com o PT e Lula choramingando no meio do lodaçal em que se meteram e no qual imaginavam que se iriam fartar, escondidos no fato de terem trazido, graças ao programa Bolsa Família, melhoria a milhões de pessoas. Que enrascada! A imprensa apenas tem levado ao conhecimento de leitores, ouvintes ou telespectadores, fatos trazidos à tona pelas diversas operações da Polícia Federal e pelos processos instaurados, em especial na 13.ª Vara da Justiça Federal, cujo titular é o juiz Sergio Moro. A curiosidade geral justifica-se, pois todos querem estar a par de como,quando,quem, onde se surrupiou o dinheiro público em benefício final de políticos e de partidos. Como a imprensa poderia tratar, senão com grande interesse, o fato de as três maiores empreiteiras do País promoverem benesses nos ítio e no apartamento em nome de terceiros, mas cuidados e frequentados por Lula e sua mulher? Como noticiar a delação de Delcídio Amaral, que revela Lula e Dilma promovendo medidas em favor dos réus do petrolão, em grave interferência no curso do processo criminal? Apenas com nota de rodapé, fato que, se verdade, transforma o governo em organização criminosa? Silenciar acerca de uma enrascada dessas? A imprensa deveria crer nos comunicados do Instituto Lula no sentido de não ser o ex-presidente dono do tríplex no Guarujá ou do sítio em Atibaia? Cumpriria nada perquirir acerca das razões por que três grandes empreiteiras se preocuparam com o andamento das reformas e melhorias no sítio de Fernando Bittar? Por que o presidente de uma empreiteira autorizou a compra, com dinheiro vivo, de cozinhas da Kitchens para o tríplex, do qual o cotista desistira, ou o sítio de um zé-ninguém, o filho de Jacó Bittar? Deveria a imprensa admitir, como diz Lula em petição ao STF, ter sido a reforma do sítio um presente de Bumlai, apesar de este negar e indicar uma empreiteira como a autora da obra? Deveria a imprensa não avaliar a recusa de Lula a deporá o Ministério Público, unilateralmente adotando a prerrogativa apenas própria de presidente em exercício de enviar declaração por escrito? Dever-se-ia impedir a veiculação da prisão do marqueteiro do PT e de sua mulher, por contas ilícitas no exterior alimentadas por empreiteira? Caberia omitir a denúncia de Delcídio Amaral acerca da participação de Lula e Dilma visando a “melar” o processo do petrolão?  Ora, não é a imprensa que cria os fatos, estes é que pautam a imprensa pelo interesse que suscitam. Quanto ao ressentimento da elite inconformada com a elevação do nível de vida dos pobres, cabe indagar:quem constitui essa elite raivosa? Por que ter ódio de se haver promovido o bem de muitos pobres, que redundou, na verdade, sob o aspecto econômico, no bem geral, pois promoveu o consumo e animou a atividade do mercado? Seriam os malvados com a melhoria dos miseráveis os 50 milhões de eleitores de Aécio? Seria o PSDB a fonte da revolta com a ascensão dos pobres? O PSDB foi formado por líderes de centro-esquerda, com larga preocupação social que se expressou em programas sociais nos governos estaduais e no federal. O Bolsa Família, Lei n.º 10.836/2.004, nasceu da junção do Fome Zero com programas instituídos no governo Fernando Henrique: o Programa Nacional de Renda Mínima vinculado à educação-Bolsa Escola, o Programa Nacional de Renda Mínima vinculada à saúde – Bolsa Alimentação e o Programa Auxílio Gás. Ruth Cardoso, esposa de Fernando Henrique, dirigiu no governo dele trabalho de capacitação solidária, visando à profissionalização dos mais pobres. Portanto, as esfarrapadas desculpas do PT e de Lula confirmam os fatos e ofendem a inteligência. Por essa razão, a cada dia a ladainha petista só faz crescer a revolta diante da corrupção e das tramas em favor da impunidade.De outra parte, a direção errática da economia, que levou ao artifício das pedaladas, causou o desastre do desemprego, da inflação, terrível para os mais pobres, bem como o medo perante o futuro com descrença total em Dilma e na classe política.Como sair dessa enrascada? A revolta diante da corrupção, potencializada pelas explicações bisonhas, não levará ao caminho trágico da guerra civil ou da intervenção militar. O julgamento do processo no TSE demorará. Vem de começar a instrução e, apesar do escândalo revelado pela Operação Acarajé, o julgamento só ocorrerá no segundo semestre e é passível de recurso ao STF. O impeachment, após a intromissão abusiva do Supremo, contrariando o decidido no caso Collor (basta ver o acórdão do MS n. 21.564-DF), depende para prosseguir de esclarecimentos cobrados em embargos de declaração. Depois poderá recomeçar, até com novos fatos, não se sabendo ainda de que forma e com quais forças políticas em ação. Se Dilma for afastada, resta o processo no TSE, que poderá no futuro atingir Michel Temer, ou seja, mais um presidente na berlinda. O Brasil merece que as lideranças políticas busquem um caminho. Os brasileiros, com medo do desemprego e desespero diante do impasse político,vão às ruas novamente dia 13 deste mês. O povo nas ruas muito fragiliza o governo, mas não anuncia soluções. A única esada possível é novo sistema de governo, o semipresidencialismo, com primeiro-ministro confiável, fruto de grande acordo nacional. Dilma, afastada pelas infrações cometidas, cabe ser substituída pelo vice, mas com reduzidas atribuições, pois caberá ao primeiro ministro governar.
ADVOGADO, PROFESSOR TITULAR SÊNIOR DA FACULDADE DE DIREITO DA USP, MEMBRO DA ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS, FOI MINISTRO DA JUSTIÇA

O EXTREMISMO DITATORIAL CONFRONTADO COM O LIBERALISMO

  "A Revolta de Atlas", de Ayn Rand, é uma das obras literárias, de conteúdo filosófico e econômico, mais importantes na defesa da...