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O ESCLARECIMENTO NO HOJE

Tema filosófico de ontem, incidente sobre hoje, sobre o qual merece que pensemos.


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O que é esclarecimento?
Artigo do filósofo Immanuel Kant (Königsberg, Prússia, 30 de setembro de 1784).
Tradução de Luiz Paulo Rouanet, professor da PUC-Campinas.

Esclarecimento¹ (Aufklärung) significa a saída do homem de sua menoridade, pela qual ele próprio é responsável. A menoridade é a incapacidade de servir-se de seu próprio entendimento sem a tutela de outro. É a si próprio que deve-se atribuir essa menoridade, uma vez que ela não resulta da falta de entendimento, mas da falta de resolução e de coragem necessárias para utilizar seu entendimento sem a tutela de outro.Sapere aude²! Tenha a coragem de te servir de teu próprio entendimento! Tal é portanto a divisa do Esclarecimento. A preguiça e a covardia são as causas pelas quais uma parte tão grande dos homens, libertos há muito pela natureza de toda tutela alheia (naturaliter majorennes), comprazem-se em permanecer por toda vida menores; e é por isso que é tão fácil a outros instituírem-se seus tutores. É tão cômodo ser menor! Se possuo um livro que possui entendimento por mim, um diretor espiritual que possui consciência em meu lugar, um médico que decida acerca de meu regime, etc., não preciso eu mesmo esforçar-me. Não sou obrigado a refletir, se é suficiente pagar; outros se encarregarão por mim da aborrecida tarefa.
Que a maior parte da humanidade (e especialmente todo o belo sexo) considere o passo a dar para ter acesso à maioridade como sendo não só penoso, como ainda perigoso, é ao que se aplicam esses tutores que tiveram a extrema bondade de encarregar-se de sua direção. Após ter começado a emburrecer seus animais domésticos e cuidadosamente impedir que essas criaturas tranquilas sejam autorizadas a arriscar o menor passo sem o andador que as sustenta, mostram-lhes em seguida o perigo que as ameaça se tentam andar sozinhas. Ora, esse perigo não é tão grande assim, pois após algumas quedas elas acabariam aprendendo a andar; mas um exemplo desse tipo intimida e dissuade usualmente toda tentativa ulterior. É, portanto, difícil para todo homem tomado individualmente livrar-se dessa menoridade que se tornou uma espécie de segunda natureza. Ele se apegou a ela, e é então realmente incapaz de se servir de seu entendimento, pois não deixam que ele o experimente jamais. Preceitos e fórmulas, esses instrumentos mecânicos destinados ao uso racional, ou antes ao mau uso de seus dons naturais, são os entraves desses estado de menoridade que se perpetua. Quem o rejeitasse, no entanto, não efetuaria mais do que um salto incerto por cima do fosso mais estreito que seja, pois ele não tem o hábito de uma tal liberdade de movimento. Assim, são poucos os que conseguiram, pelo exercitar de seu próprio espírito, libertar-se dessa menoridade tendo ao mesmo tempo um andar seguro.
Que um público, porém, esclareça-se a si mesmo, é ainda assim possível; é até, se lhe deixarem a liberdade, praticamente inevitável. Pois então sempre se encontrarão alguns homens pensando por si mesmos, incluindo os tutores oficiais da grande maioria, que, após terem eles mesmos rejeitado o jugo da menoridade, difundirão o espírito de uma apreciação razoável de seu próprio valor e a vocação de cada homem de pensar por si mesmo. O que há de especial nesse caso é que o público, que outrora eles haviam submetido, os forçará então a permanecer nesse estado, por pouco que eles sejam pressionados pelas iniciativas de alguns de seus tutores totalmente inaptos ao Esclarecimento. O que prova a que ponto é nocivo inculcar preconceitos, pois eles acabam vingando-se de seus autores ou dos predecessores destes. É por esse motivo que um público só pode aceder lentamente ao Esclarecimento. Uma revolução poderá talvez causar a queda do despotismo pessoal ou de uma opressão cúpida e ambiciosa, mas não estará jamais na origem de uma verdadeira reforma da maneira de pensar; novos preconceitos servirão, assim como os antigos, de rédeas ao maior número, incapaz de refletir.
Esse Esclarecimento não exige, todavia, nada mais do que a liberdade; e mesmo a mais inofensiva de todas as liberdades, isto é, a de fazer um uso público de sua razão em todos os domínios. Mas ouço clamar de todas as partes: não raciocinai! O oficial diz: não raciocinai, mas fazei o exercício! O conselheiro de finanças: não raciocinai, mas pagai! O padre: não raciocinai, mas crede! (Só existe um senhor no mundo que diz: raciocinai o quanto quiserdes, e sobre o que quiserdes, mas obedecei!). Em toda parte só se vê limitação da liberdade. Mas que limitação constitui obstáculo ao Esclarecimento, e qual não constitui ou lhe é mesmo favorável? Respondo: o uso público de nossa razão deve a todo momento ser livre, e somente ele pode difundir o Esclarecimento entre os homens. O uso privado da razão, por sua vez, deve com bastante frequência ser estreitamente limitado, sem que isso constitua um entrave particular o progresso do Esclarecimento. Mas entendo por uso público de nossa razão o que fazemos enquanto sábios para o conjunto do público que lê.
Denomino de uso privado aquele que se é autorizado a fazer de sua razão em um certo posto civil ou em uma função da qual somos encarregados. Ora, muitas tarefas que concorrem ao interesse da coletividade (gemeinem Wesens) necessitam de um certo mecanismo, obrigando certos elementos da comunidade a se comportar passivamente, a fim de que, graças a uma unanimidade artificial, sejam dirigidos pelo governo a fins públicos, ou pelo menos impedidos de destruí-los. Nesse caso, com certeza, não é permitido argumentar (räsonieren). Deve-se somente obedecer. Dado que essa parte da máquina, no entanto, se concebe como elemento do bem público como um todo, e mesmo da sociedade civil universal, assume por conseguinte a qualidade de um erudito que se dirige a um só público, no sentido próprio do termo, por meio de escritos, ele pode então raciocinar sem que as tarefas às quais ele está ligado como elemento passivo sejam afetadas. Desse modo, seria muito nocivo que um oficial, tendo recebido uma ordem de seus superiores, ponha-se durante seu serviço a raciocinar em voz alta sobre a conveniência ou utilidade dessa ordem; ele só pode obedecer. Mas não se pode com justiça proibir-lhe, enquanto especialista, de fazer observações sobre as faltas cometidas durante o período de guerra, e submetê-las ao julgamento de seu público.
O cidadão não pode recusar-se a pagar os impostos que lhe são exigidos; a crítica insolente de tais impostos no momento em que ele tem a obrigação de pagá-los pode até ser punida como um escândalo (que poderia provocar rebeliões gerais). Mas não está em contradição com seu dever de cidadão se, enquanto erudito, ele manifesta publicamente sua oposição a tais imposições inoportunas ou mesmo injustas. Do mesmo modo, um padre está obrigado diante de seus catecúmenos e sua paróquia a fazer seu sermão de acordo com o símbolo da Igreja à qual ele serve; pois ele foi empregado sob essa condição. Mas, enquanto erudito, ele dispõe de liberdade total, e mesmo da vocação para tanto, de partilhar com o público todas suas ideias minuciosamente examinadas e bem intencionadas que tratam das falhas desse simbolismo e de projetos visando a uma melhor abordagem da religião e da Igreja. Não há nada aí que seja contrário à sua consciência. Pois o que ele ensina em virtude de sua função enquanto dignitário da Igreja, ele o expõe como algo que ele não pode ensinar como quiser, mas que é obrigado a expor segundo a regra e em nome de uma outra.
Ele dirá: nossa Igreja ensina isto ou aquilo; eis as provas das quais ela se serve. Ele extrairá em seguida todas as vantagens práticas, para sua paróquia, dos preceitos os quais, por sua parte, ele não subscreve com convicção total, mas que ele expõe de modo sólido, pois não é impossível que haja neles uma verdade oculta, e em todo caso, nada há ali que contradiga a religião interior. Pois, se ele julgasse encontrar tal coisa, não poderia em consciência exercer sua função; deveria demitir-se. O uso, portanto, que um pastor em função faz de sua razão diante de sua paróquia é apenas um uso privado; pois esta é uma assembleia de tipo familiar, qualquer que seja sua dimensão; e, levando isso em conta, ele não é livre enquanto padre e não tem o direito de sê-lo, pois ele executa uma missão alheia à sua pessoa. Em contrapartida, enquanto erudito que, por meio de seus escritos, fala ao verdadeiro público, isto é, ao mundo, por conseguinte no uso público de sua razão, o padre desfruta de uma liberdade ilimitada de servir-se de sua própria razão e de falar em seu próprio nome. Pois, querer que os tutores do povo (nas coisas eclesiásticas) voltem a ser menores, é um absurdo que contribui para a perpetuação dos absurdos.
Entretanto, uma sociedade de eclesiásticos, um sínodo, por exemplo, ou uma classe (como são chamados entre os holandeses), não deveriam ter o direito de comprometer-se mutuamente por juramento sobre um certo símbolo imutável, para assim manter sob tutela superior permanente cada um de seus membros e, graças a eles, o povo, e desse modo perenizar tal tutela? Digo que é absolutamente impossível. Tal contrato, concluído para proibir para sempre toda extensão do Esclarecimento ao gênero humano, é completamente nulo e para todos os efeitos não ocorrido, tivesse sido implementado mesmo pelo poder supremo, pelas Dietas do Império e pelos mais solenes tratados de paz. Uma época não pode se aliar e conspirar para tornar a seguinte incapaz de estender seus conhecimentos (sobretudo tão urgentes), de libertar-se de seus erros e finalmente fazer progredir o Esclarecimento. Seria um crime contra a natureza humana, cuja vocação original reside nesse progresso; e os descendentes terão pleno direito de rejeitar essas decisões tomadas de maneira ilegítima e criminosa.
A pedra de toque de tudo o que pode ser decidido sob forma de lei para um povo se encontra na questão: um povo imporia a si mesmo uma tal lei? Ora, esta seria possível, por assim dizer, na espera de uma melhor, e por um breve e determinado período, a fim de introduzir uma certa ordem; sob condição de autorizar ao mesmo tempo cada um dos cidadãos, principalmente o padre, em sua qualidade de erudito, a fazer publicamente, isto é, por escrito, suas observações sobre os defeitos da antiga instituição, sendo enquanto isso mantida a ordem introduzida. E isso até que a compreensão de tais coisas esteja publicamente tão avançada e confirmada a ponto de, reunindo as vozes de seus defensores (nem todos, com certeza), trazer diante do trono um projeto: proteger as paróquias que se julgassem a respeito de uma instituição da religião modificadas segundo suas concepções, sem prejudicar contudo aquelas que quisessem manter-se na situação antiga. Mas é simplesmente proibido acordar-se sobre uma constituição religiosa imutável, a não ser contestada publicamente por ninguém, mesmo que fosse o tempo de duração de uma vida, e anular literalmente, desse modo, todo um período da marcha da humanidade em direção à sua melhoria, e torná-la não só estéril, mas ainda prejudicial à posteridade. Um homem pode, a rigor, pessoalmente e, mesmo então, somente por algum tempo, retardar o Esclarecimento em relação ao que ele tem a obrigação de saber; mas renunciar a ele, seja em caráter pessoal, seja ainda mais para a posteridade, significa lesar os direitos sagrados da humanidade, e pisar-lhe em cima.
Mas o que um povo não é sequer autorizado a decidir por si mesmo, um monarca tem ainda menos o direito de decidir pelo povo; pois sua autoridade legislativa repousa precisamente sobre o fato de que ele reúne toda a vontade popular na sua. Se ele propõe apenas conciliar toda verdadeira ou pretensa melhoria com a ordem civil, ele só pode, por outro lado, deixar a cargo de seus súditos o que eles estimam necessário para a salvação de sua alma; isto não lhe diz respeito. Em contrapartida, ele deve velar para que ninguém impeça a outro pela violência de trabalhar com todas suas forças para a definição e promoção de sua salvação. Ele prejudica à sua própria majestade quando intervém nesses assuntos, como se concernissem à autoridade do governo os escritos nos quais seus súditos tentam esclarecer sua ideia, ou quando age por sua própria vontade e se expõe à censura de Caesar non est supra Grammaticos3 . É também, e mais ainda, o caso quando ele rebaixa seu poder supremo defendendo contra o resto de seus súditos o despotismo eclesiástico de alguns tiranos em seu Estado.
Quando se pergunta, portanto: vivemos atualmente numa época esclarecida? A resposta é: não, mas numa época de Esclarecimento. Muito falta ainda para que os homens, no estado atual das coisas, tomados conjuntamente, estejam já num ponto em que possam estar em condições de se servir, em matéria de religião, com segurança e êxito, de seu próprio entendimento sem a tutela de outrem. Mas que, desde já, o campo lhes esteja aberto para mover-se livremente, e que os obstáculos à generalização do Esclarecimento e à saída da menoridade que lhes é auto-imputável sejam cada vez menos numerosos, é o que temos signos evidentes para crer. A esse respeito, é a época do Esclarecimento, ou o século de Frederico II, o Grande [rei da Prússia]. Um príncipe que não julga indigno de si mesmo que ele considere como um dever nada prescrever aos homens em matéria de religião, que lhes deixa sobre esse ponto uma liberdade total, e recusa, no que lhe diz respeito, o orgulhoso termo de tolerância, é ele mesmo esclarecido, e por ter sido o primeiro a libertar o gênero humano de sua menoridade, pelo menos no que concernia ao governo, e por ter deixado a cada um livre de se servir de sua própria razão em todas as questões de consciência, merece ser louvado pelo mundo que lhe é contemporâneo, e pelo futuro agradecido. Sob seu reinado, honoráveis eclesiásticos, a despeito de seu dever de função, têm a permissão, em qualidade de eruditos, de apresentar-se livre e publicamente ao exame de todos os juízos e pontos de vista que se afastam aqui ou ali dos símbolos adotados. Melhor ainda, esse direito é concedido a todos que não se encontram limitados por seu dever de função. Esse espírito de liberdade estende-se também ao exterior, mesmo onde deve lutar com os obstáculos externos de um governo que ignora sua verdadeira missão. Pois mostra a este, por seu exemplo brilhante, que ali onde reina a liberdade nada há a temer para a tranquilidade pública e unidade do Estado. Os homens procuram libertar-se de sua grosseria, por pouco que não se esforcem para mantê-los artificialmente em tal condição.
Situei o alvo principal do Esclarecimento, a saída do homem da menoridade da qual ele próprio é culpado, principalmente no domínio da religião: pois, em relação às ciências e às artes, nossos soberanos não se interessaram em desempenhar o papel de tutores de seus súditos. Além disso, essa menoridade à qual me referi, além de ser a mais nociva, é também a mais desonrosa. Mas a reflexão de um chefe de Estado que favorece o Esclarecimento vai mais longe e vê bem que, mesmo a respeito da legislação, não há perigo em autorizar seus súditos a fazer publicamente uso de sua própria razão, e em expor ao mundo suas ideias sobre uma melhor redação das leis, mesmo que seja com ajuda de uma crítica franca das já existentes; é disso que temos um exemplo brilhante, que nenhum outro monarca a não ser aquele que veneramos forneceu ainda. Mas somente aquele que, além disso, ele mesmo esclarecido, não teme as trevas, mas ao mesmo tempo tendo sob o comando um exército numeroso e bem disciplinado, garantia da tranquilidade pública, pode dizer o que um Estado livre não ousa dizer: raciocinai o quanto quiserdes, e sobre o que desejardes, mas obedecei! Revela-se assim uma marcha estranha, inesperada das coisas humanas; de todo modo, aqui como em todo lugar, quando se considera globalmente, quase tudo o que há nisso é paradoxal. Um grau mais elevado de liberdade civil parece ser vantajoso para a liberdade de espírito do povo, e lhe impõe todavia barreiras intransponíveis; um grau menos elevado daquela proporciona a este, em contrapartida, a possibilidade de estender-se de acordo com suas forças. Quando, portanto, a natureza libertou de seu duro envoltório o germe sobre o qual ela vela mais ternamente, isto é, a inclinação e a vocação para pensar livremente, então essa inclinação age por sua vez sobre a sensibilidade do povo (graças à qual este se torna cada vez mais capaz de ter a liberdade de agir) e, finalmente, também sobre os princípios do governo, que encontra o seu próprio interesse em tratar o homem, que doravante é mais do que uma máquina, na medida de sua dignidade.


RESPONSABILIDADE É ISSO

País sério, porquê preocupado com seus cidadãos e com a manutenção do estado de responsabilidade de cada um, age assim. Importa menos sua ideologia e mais, muito mais!, a valorização individual e comunitária. É claro que por lá ocorrem desacertos no trato da cidadania, mas o sentido da responsabilidade ainda é visível. 
Já, por aqui...bem, sabemos o quê ocorre. Enfim, pelo menos nesse ponto, tive inveja dos chineses.
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Autoridades da China prendem 11 pessoas por deslizamento de terra em Shenzen
O ESTADO DE S.PAULO
01 Janeiro 2016 | 10h 55
No mês passado, montanha de resíduos de construção que havia sido levantada contra uma colina desmoronou durante chuvas fortes, matou 12 pessoas e deixou 62 desaparecidos
Pequim - Autoridades do sul da China prenderam 11 pessoas depois que um deslizamento de terra em um local de despejo de resíduos de construção matou 12 pessoas e deixou 62 desaparecidos no mês passado. Promotores da cidade de Shenzhen, em um comunicado na quinta-feira, disseram que um despachante e o supervisor do local, além do gerente chefe e o vice de uma empresa responsável pela operação de descarga, estavam entre os presos.
Em 20 de dezembro, uma montanha de resíduos de construção que havia sido levantada contra uma colina desmoronou durante chuvas fortes, atingindo um parque industrial de Shenzhen. A cidade, que fica perto de Hong Kong, produz bens que vão desde telefones celulares a carros, e atrai trabalhadores de todas as partes da China.
Os promotores disseram que as 11 pessoas foram acusadas da negligência que teria causado o grave acidente. Eles também pediram que a polícia rastreie outros suspeitos.
Um funcionário no distrito onde o aterro foi localizado pulou de um prédio cerca de uma semana após o desastre. Não estava claro se o homem, identificado apenas pelo sobrenome Xu, estava sob investigação a respeito do deslizamento de terra. No entanto, como chefe do Escritório de Gestão Urbana do distrito, suas responsabilidades gerais incluiriam as que regulam as empresas e locais de construção na área.
Especialistas têm chamado o deslizamento de terra de um desastre provocado pelo homem, levantando a possibilidade de sanções duras para qualquer responsável. Apesar da ameaça de prisão sobre acidentes industriais graves, a falta de supervisão regulatória e o corte de custos muitas vezes levam a desastres mortais na China.

CONHECIMENTO COMO ASPIRAÇÃO DO SER HUMANO

A LOGOSOFIA é uma área do conhecimento que deve ser melhor conhecida e compreendida. Abaixo, exponho uma breve artigo  sobre o tema.
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Para dar maior conteúdo à vida
Por Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)

O conhecimento é uma das posses a que mais deve aspirar o ser humano

No homem existiu sempre, por lei natural, a inclinação para a posse; possuir uma coisa constituiu-se em todas as épocas um prazer, experimentado desde o momento em que se pensou na posse até seu alcance. Isto, naturalmente, dá um conteúdo à vida durante todo o tempo em que se mantém vivo o pensamento da posse. Há uma sensação agradável, que chega a presidir a vigília e até o sono, sobretudo quando se produz a aproximação ao desejado, e, enquanto dura e se realiza a aspiração, o ser vive feliz.
Apesar de a vida humana ser um constante possuir, a maioria ignora como é possível cumprir este desígnio sem que cada posse produza tormento e aflição, em vez de dar felicidade. Há que saber o que se quer possuir, e saber, também, se tal posse haverá de identificar-se com a vida e será elemento fértil para o cultivo de futuras prerrogativas. Deve-se possuir, então, aquilo que ofereça felicidade com projeções ao eterno, para que ela não seja efêmera. Esta verdade deve ser para cada um o sol que ilumine os dias da existência.
Muitas vezes se tem visto as pessoas sentirem felicidade enquanto buscavam por todas as partes do mundo a posse, por exemplo, de um selo, a qual manteve viva nelas a ilusão de encontrá-lo. Uma vez em suas mãos, é colocado em um álbum que se fecha, acabando ali a posse. Tal fato constitui a própria negação da posse, porque toda coisa nova que se possua deve enriquecer o acervo pessoal e tudo quanto forme a própria vida, aumentando a felicidade, a alegria e oferecendo uma nova possibilidade.
O homem pode traçar para si uma norma de conduta, procurando na posse de algo que lhe embeleze a vida, ou lhe dê conteúdo, o vigor do qual tanto necessita a alma nos momentos difíceis e que tão somente lhe pode dar a felicidade sabiamente experimentada e vivida, e a alegria e a confiança no que possui. Não é olhando para aqui e para lá, dizendo "isto me agrada, e isso também, e aquilo e mais aquilo”, como se poderia encontrar prazer, senão que esse prazer há de achar-se na segurança de sentir-se dono do que já se possui e em saber que ainda se pode chegar a possuir muito mais, com inteligência e bom juízo.
É necessário dar à vida um conteúdo, que pode ser aumentado pela qualidade das posses a que se aspire. O conhecimento é uma das posses a que mais deve aspirar o ser humano, visto que facilita a posse de tudo mais. Ainda que em determinado momento se perca integralmente o material, se conservarão intactas as posses espirituais. O material poderá ser reconstruído, poderá ser novamente possuído; mas nunca caia o homem na aberração da conquista material exclusiva, pois lhe faria perder o patrimônio do espírito, que é de essência eterna. 

IMPOSTÔMETRO

Ontem, conhecemos a apuração do Impostômetro, aquele sistema automático que calcula o quanto de impostos já pagamos, a partir de dados obtidos pela média da arrecadação auferida pelos poderes federal, estaduais e municipais. Pois bem! passamos dos 2 TRILHÕES DE REAIS, não milhões, nem tampouco billhões, mas TRILHÕES! Aí, então, vemos lá, no lado oposto, a tabela comparativa, aquela que mede ou confronta os benefícios que recebemos por haver contribuído tanto com o sistema governamental. Esta tabela evidentemente não existe, ela é criada pela nossa memória e da vivência daquilo que queremos, mas não vemos oferecido pelo Governo como contrapartida. Quase nada foram os benefícios a respeito de tudo isso, e não podemos considerá-los benefícios dados, mas obrigatórios do governo, já que nós pagamos por tudo o que deveríamos ter. Acessando a página  http://www.impostometro.com.br/ veremos que há uma tabela do crescimento, ano após ano, dessa parcela que nos é subtraída, assim como, um quadro comparativo de quantos dias anuais são necessários trabalhar para pagar impostos, em relação a outros países. Os dados que veremos correspondem a crescimentos anuais significativos, especialmente no governo petista, aquele com retórica tonitruante ao longo das décadas e dos demais governos brasileiros, contra os impostos exorbitantes, contra a falta de retorno social, contra a ausência de infraestrutura.
Eis, então, a característica enganosa da "lullocracia", pelo lado político, ou da "lullose", pelo lado da doença epidêmica que assola o País. Sugiro, pois, acompanhar os dados apurados no sítio indicado, pois aí estão os absurdos obtidos pelos meios ditos legais, mas imorais, pois pressionam covardemente toda a população. Já com relação aos dados daquilo que deveríamos receber em troca, mas não obtemos e padecemos pela falta desses benefícios, as informações correspondem à nossa vida diária, sem saúde pública adequada, sem segurança nas ruas e nas fronteiras, sem infraestrutura nas rodovias, mas com muito populismo, aquele que possibilita pendurar os paletós nas cadeiras inúteis do serviço público, garantindo o dízimo ao petralhismo. 
Enfim, vivenciamos a exaltação da arrogância canalha e oportunista, ao mesmo tempo que sofremos os resultados da incompetência gerencial sobre uma Nação, que ocorre não sei se apenas pela falta de preparo, ou se pela esperteza em organizar o saque, ou, até, por inapetência total pelo trabalho. 
A união destes três fundamentos é que nos dará a síntese do que é o "lullopetismo".

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O ITAMARATY VESGO E DOMINADO PELO TOP-TOP GARCIA

A informação contida no texto abaixo, mostra como é direcionada a política brasileira no contexto internacional. Nada em favor da sobrevalorização dos Direitos Humanos, nem tampouco contra esses direitos, mas, levando em conta o caráter dito ideológico, mas nem tanto, do governo petista, esperava-se que ocorresse um inflexão mais dignificante da política externa nesse contexto. Afinal, os fundamentos HUMANITÁRIOS são direitos conseguidos pela evolução da Humanidade e nada pode sobrevir que tolha essa evolução. Por esta razão, perder espaços em fóruns opinativos e decisórios sobre o tema deve ser considerado da mais acentuada ambliopia mental, se não canalhice governamental. Neste e em casos do relacionamento internacional, a política externa brasileira tem se mostrado ciclotímica e pusilânime, destruindo uma construção retórico-institucional que punha o Brasil como interlocutor confiável nas relações entre os países.
Vê-se hoje que o tom das propostas contém uma dialética "gramsciana" distorcida, apenas enfatizando o populismo e o oportunismo petista de ser  "pudê". A História registra e mostrará para o futuro o mal que a epidemia de "lullose" fez ao País e a destruição sofrida pela Nação brasileira.

É claro que pelas projeções de ocupação do espaço abdicado, há uma clara intenção de valorizar a presença de países com acusações no tema, estando aí valorizado, e acima de tudo, o bolivarianismo retrógrado e pernicioso para as populações latino-americanas.
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Brasil deixa posto no Conselho de Direitos Humanos da ONU
ISABEL FLECK
DE SÃO PAULO
A partir de 1º de janeiro, o Brasil ficará, pela primeira vez desde a criação do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em 2006, voluntariamente de fora do grupo de 47 países que deliberam sobre o tema nas Nações Unidas.
O Brasil poderia ter se candidatado a um segundo mandato consecutivo em setembro passado, mas não o fez.
 Para os três lugares que estarão vagos para a América Latina e o Caribe após o dia 31, foram eleitos em outubro Panamá, Equador e Venezuela –os dois últimos países com preocupante histórico de violações de direitos humanos.
A Venezuela também tem seu mandato expirado na próxima quinta (31), mas se candidatou e foi reeleita para mais três anos.
Cada país pode permanecer como membro por seis anos consecutivos –incluindo uma reeleição. Depois disso, deve ficar um ano de fora antes de concorrer de novo.
O Brasil estaria então adiantando de 2019 para 2016 seu ano fora do conselho –já que, segundo o Itamaraty, o país já é candidato para o período entre 2017 e 2019.
"A decisão está em linha com compromisso informal dos Estados de evitar a reeleição imediata, estimulando, assim, maior rotação dentro dos cinco grupos regionais que formam o conselho", justificou, em nota, o Itamaraty.
ANO COMPLEXO
O problema, para ativistas, é o Brasil ter abdicado de seu assento no órgão num período de crises humanitárias sérias, como a grave situação dos refugiados, os conflitos na Síria, no Iraque e no Iêmen, e a repressão a opositores na Venezuela, entre outras.
"Dar espaço para os outros não é uma decisão do Brasil, é uma regra. Esta foi uma decisão política", diz Camila Asano, coordenadora de Política Externa da ONG Conectas.
"Num ano tão complexo, com questões que envolvem desde disputas entre direitos humanos e combate ao terrorismo à questão da migração, o Brasil precisaria ter a voz comprometida com os direitos humanos que diz ter."
Para Fernanda Lapa, coordenadora-executiva do Instituto de Desenvolvimento e Direitos Humanos, a decisão do Brasil foi uma "decepção".
"Parece-nos que foi mais para sair desse papel de protagonista, de ser cobrado pelas suas posições", diz, lembrando as críticas que o governo recebeu neste ano por se abster em resoluções sobre violações de direitos humanos no Irã e na Síria.
Em 2016, ocorrerá a revisão periódica da Venezuela no conselho –o que poderia colocar o governo, que quase sempre evita declarações mais duras contra Caracas, numa saia-justa em Genebra.
ATIVO
O Itamaraty argumenta que o Brasil "se manterá ativo no foro por meio de pronunciamentos e manifestações, concertação de posições com os países-membros, o apoio e copatrocínio de resoluções", entre outros.
Outra razão apontada pelo ministério para não se candidatar foi o "elevado número de cargos/posições nos sistemas internacional e regional" preenchidos hoje pelo Brasil.
"[Isso] exige do governo brasileiro, como dos demais, planejamento estratégico e gestão do conjunto de candidaturas apresentadas em todos os foros", diz a pasta.
Brasileiros estão à frente da OMC (Organização Mundial de Comércio), da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação) e da Corte Interamericana de Direitos Humanos.
O Brasil foi membro do conselho de 2006 a 2011 e de 2013 a 2015. Em 2017, será sua vez de passar pela revisão periódica. 


"O BANDO"

Lembras da música " A Banda"? Pois bem, agora há " O Bando", também cantada pelo Chico Buarque (uma imitação dele), aquele bêbado que chama de merda os debatedores de rua. Aquele mesmo Chico que, em 1989, durante a campanha política de Collor e Lulla, cercou o jornalista Alexandre Garcia, em plena rua do Rio de Janeiro, agredindo-o verbalmente, pelas mesmas razões políticas e em defesa do vírus que origina a LULLOSE, aquela epidemia que afeta o país.

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O BANDO
Estava à toa na classe o professor me chamou
Pra me lobotomizar, me transformar num robô
Me encheu de frase de efeito destilando rancor
Pra me lobotomizar, me transformar num robô
O mensaleiro que contava dinheiro parou
E o blogueiro que levava vantagens pirou
A Namorada que gostava de Beagle
Parou para retocar a maquiagem
O Sakamoto que odiava o sistema curtiu
A Marilena que andava sumida Chauiu
A esquerdalha toda se assanhou
Pra me lobotomizar, me transformar num robô
Estava à toa na classe o professor me chamou
Pra me lobotomizar, me transformar num robô
Me encheu de frase de efeito destilando rancor
Pra me lobotomizar, me transformar num robô
Não tive saco pra encarar Bakunin nem Foucault
Gosto do Chico e acho que ele é um grande cantor
O Professor falou que a coisa mais bela
Era explodir bomba feito o Marighella
A Marcha rubra se espalhou e a direita não viu
O Paulo Freire virou santo e fudeu com o Brasil
A Faculdade toda se enfeitou
Pra me lobotomizar, me transformar num robô
Eu vi que o capitalismo era feio e cruel
Eu vi que em Cuba era bom e que eu amava o Fidel
Anotei tudo no iPad e pus no computador
Depois eu vou te ensinar porque eu virei professor

COMPARATIVOS ABSURDOS DE UM (DES)GOVERNO PETISTA

Ontem soube da notícia que Dilma havia autorizado a portentosa quantia de 6,6 milhões de reais para ajuda aos municípios e as famílias respectivas, afetados pela enchente no Rio Grande do Sul. Agora, pela manhã, busquei os dados aferidos mais proximamente no tempo e verifiquei que são 40 municípios e 2204 famílias atingidas pela enchente. Aí, então, calculei os valores equivalentes na média a cada uma das cidades: 165.000 reais. Mas, se fôssemos destinar às famílias, teríamos: 2.995 reais, por família. Em qualquer um dos casos, parece chacota, não é mesmo? BRINCADEIRA, ENGANAÇÃO, IRRESPONSABILIDADE! Quanto fará um município com sua infraestrutura despedaçada, com 165.000 reais? Quanto comprará, e o quê, cada família que perdeu tudo, com 2.995 reais? 
Pus-me a pensar que, afinal, no Brasil, a coisas são assim mesmo, irresponsáveis, especialmente neste (des)governo petista, dominado pela epidemia da doença "LULLOSE". 
Mas, avançando minha memória, lembrei-me que na recente reunião do COP21, em Paris, Dilma ocupou uma suíte do hotel mais caro da capital francesa e os seus 900 (SIM!, 900 ACOMPÁNHANTES, ocuparam hotéis também caríssimos e todos de 5 estrelas.
Aí, então, parei de pensar e entrei em parafuso.

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Mais de 2,2 mil famílias são afetadas pelas chuvas no RS
Presidente Dilma Rousseff sobrevoou áreas atingidas neste sábado, antes de voltar a Brasília
(Correio do Povo e Rádio Guaíba)
 Novo balanço sobre os temporais divulgado pela Defesa Civil do Estado, no final da tarde deste sábado, eleva de 1.795 para 2.204 o número de famílias atingidas no Rio Grande do Sul. Dessas, 1,8 mil estão em casas de amigos ou parentes e cerca de 150 são acolhidas em abrigos públicos. A lista de municípios afetados também aumentou, de 38 para 40, com a inclusão de Rio Pardo e São Gabriel. Até agora, 12 prefeituras encaminharam decretos de emergência ao órgão estadual.

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O relatório também aponta que o rio Uruguai subiu ainda mais na Fronteira Oeste, de 11m para 11,05m durante a manhã de sábado. As cidades da região, principalmente Uruguaiana, Quaraí e São Borja, acumulam os maiores estragos na última semana. Em Alegrete, o rio Ibirapuitã estava mais de 12m acima do nível normal. Na cidade, o Exército auxilia na retirada das famílias atingidas com 10 equipes operacionais percorrendo as zonas alagadas. Com botes infláveis percorrem os locais atingidos.

O escoamento das águas preocupa, agora, as regiões dos vales e Metropolitana. O rio Caí subiu em São Sebastião do Caí e o Gravataí teve elevação em Gravataí e Alvorada. Já o Guaíba, na Capital, apresenta estabilização, embora com nível alto.

Dilma retorna a Brasília após sobrevoar região afetada

Neste sábado, a presidente Dilma Rousseff sobrevoou cidades com maiores prejuízos na Fronteira Oeste e se comprometeu a auxiliar financeiramente na recuperação de estradas e lavouras. O saque do FGTS para famílias que ainda não haviam requisitado o benefício em enchentes anteriores também deve ser agilizado. A longo prazo, prefeitos e a presidente concordaram em trabalhar para que a população ribeirinha seja realocada para áreas de menor risco, através de projetos habitacionais.

Pouco antes das 17h, Dilma deixou sua residência na zona Sul de Porto Alegre e voltou para Brasília. Na ocasião, ela não conversou com os jornalistas. 

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